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As imagens dos meus livros ganharam vida e tão querendo uma baita vingança!
Por A Fera do Mar (filme)ADEUS SUPERHOMEM Um planeta é destruído no confim, A história se inicia ou esta no fim? Como acordamos de um pesadelo, Quando a Rapunzel não tem mais cabelo? Um pai, uma mãe lança a semente ao acaso. Como o mimo extremo lança jovem para o vaso. Vaso funerário de cinzas com as estrelas no espaço, Incertezas e duvidas às vezes faltou um abraço. O super-homem olha para céu a procura de seu planeta, Sua supervisão lhe permite ver sem uso de uma luneta. A mãe do mimado ao extremo olha ao céu em oração Onde deixei os meus sonhos tão amados cair ao chão? A esperança nasce quando ele encontra um sorriso, Quando ele vê que mesmo na dor o sorrir foi preciso. Cada passo ao lado da humanidade a decepciona, Deus puniu com o filho marginal, Ele o abandona. Ele é um exilado em seus sentimentos. Mesmo assim vive o melhor de seus momentos. Ela em nome do falso amor sempre falou “sim”, E agora o seu fruto encontra num poço sem fim. O super-homem poderia ser Deus Mas por amar tanto a nós a divindade deu adeus. A mãe que achou que o “sim” é o amor Infelizmente apenas está colhendo a dor. O herói e a mãe. O filho e a humanidade, E nós humanos perdidos em nossa idealidade. A nós basta do super-homem ter a sua fé E do exemplo da mãe “darmos no pé”! André Zanarella 28-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4412676
Por André ZanarellaIsaías, IS, 24:19, A terra será totalmente quebrada, a terra ficará completamente despedaçada, a terra será violentamente sacudida.
Por Isaías, Antigo TestamentoTinha esquecido do perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser.
Por Caio Fernando AbreuO primeiro beijo Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme. – Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar? Ele foi simples: – Sim, já beijei antes uma mulher. – Quem era ela? perguntou com dor. Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer. O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir - era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros. E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca. E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo. A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava. E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, enquanto sua sede era de anos. Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando. O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos. De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos. Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água. E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra. Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua. Ele a havia beijado. Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido. Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele... Ele se tornara homem.
Por Clarice LispectorCoração apaixonado só quer amor Nao tem medo de nada Não sabe o que é certo Não sabe o que é errado Só quer amor
Por Jorge e MateusNão são as coisas que fazemos para sobreviver que nos definem. A gente não se desculpa por elas. (...) Talvez eles a tenham ferido, mas, por causa disso, você agora é uma arma mais afiada. E está na hora de atacar.
Por Laura Sebastian