Mais frases de António Ramos Rosa!
Por António Ramos Rosa
Ele escreve. O seu desejo é o desejo de tornar habitável o deserto.
Por António Ramos RosaVamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Por António Ramos RosaAmor da palavra, amor do corpo A nudez da palavra que te despe. Que treme, esquiva. Com os olhos dela te quero ver, que não te vejo. Boca na boca através de que boca posso eu abrir-te e ver-te? É meu receio que escreve e não o gosto do sol de ver-te? Todo o espaço dou ao espelho vivo e do vazio te escuto. Silêncio de vertigem, pausa, côncavo de onde nasces, morres, brilhas, branca? És palavra ou és corpo unido em nada? É de mim que nasces ou do mundo solta? Amorosa confusão, te perco e te acho, à beira de nasceres tua boca toco e o beijo é já perder-te.
Ele escreve. O seu desejo é o desejo de tornar habitável o deserto.
Por António Ramos RosaVamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Por António Ramos Rosa