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Jeremias, JR, 10:14, Todas as pessoas são tolas e não têm conhecimento. Todo ourives é envergonhado pela imagem que ele mesmo esculpiu, pois as suas imagens são falsas, e nelas não há fôlego de vida.
Por Jeremias, Antigo TestamentoIsaías, IS, 36:15, Não deixem que Ezequias os leve a confiar no Senhor, dizendo: ´O Senhor certamente nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.`
Por Isaías, Antigo TestamentoEsdras, ED, 6:11, Também estou decretando que, se alguém alterar este decreto, uma viga seja arrancada da sua casa, e que ele seja levantado e pendurado nela; e que a sua casa seja transformada num montão de entulho.
Por Esdras, Antigo TestamentoMarcos, MC, 6:10, E recomendou-lhes: <J> - Quando vocês entrarem numa casa, fiquem ali até saírem daquele lugar.</J>
Por Marcos, Novo TestamentoProsa Patética Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido. As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono. Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado. Aquela que fala do namorado com tanta ternura. Mesmo das brigas ando tendo inveja. Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, Sempre querendo, querendo. Me disseram que solidão é sina e é pra sempre. Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho. Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança Do hálito quente do outro. A voz, o viço. Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, Expulsar de mim essa Nossa Senhora ciumenta. Madona sedenta de versos. Mas tive medo. Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito. Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça. E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio. Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, Onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda. E mais do que nunca tive inveja. Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta Nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado. E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora. A mulher que engravida porque gosta de criança. Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, Ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, E ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos. Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo. Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio. Clarice diz que sua função é cuidar do mundo. E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, Não tenho bons modos nem berço. Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito. O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito? Eu, cuja única função é lavar palavra suja, Neste fim de século sem certezas? Eu quero que a solidão me esqueça.
Por Viviane MoséNão importa que o patriotismo seja muitas vezes o refúgio de canalhas. A dissidência, a rebelião e a destruição generalizada continuam sendo o verdadeiro dever dos patriotas.
Por Barbara Ehrenreich