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O protagonista conversa com um camponês de 103 anos: - Não tem eletricidade aqui? - Não precisamos dela. As pessoas se acostumam com a conveniência, acham que a conveniência é melhor. Jogam fora o que é realmente bom. - Mas, e a iluminação? - Temos velas e óleo de linhaça. - Mas a noite é tão escura... - Sim. A noite tem de ser assim... Por que a noite deveria ser clara como o dia? Eu não gostaria de não conseguir ver as estrelas à noite. (...) Tentamos viver do modo como o homem vivia antigamente. É o modo natural de viver. Hoje em dia, as pessoas se esquecem de que elas são parte da natureza. Destruem a natureza da qual nossa vida depende. Acham que sempre podem criar algo melhor. Sobretudo os cientistas. Eles podem ser inteligentes, mas a maioria não entende o coração da natureza. Eles só criam coisas que acabam tornando as pessoas infelizes. Mesmo assim, orgulham-se tanto de suas invenções. E, o que é pior, a maioria das pessoas também se orgulha. Elas as vêem como milagres. Idolatram-nas. Elas não sabem, mas estão perdendo a natureza. Não percebem que vão morrer. As coisas mais importantes para os seres humanos são o ar limpo e a água limpa e as árvores e as plantas. Tudo está sendo sujado, poluído para sempre. Ar sujo, água suja, sujando o coração dos homens.

Por Akira Kurosawa

Canção do Tamoio I Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar. II Um dia vivemos! E o homem que é forte Não teme da morte; Só teme fugir; No arco que entesa Tem certa uma presa, Quer seja tapuia, Condor ou tapir. III O forte, o cobarde Seus feitos inveja De o ver na peleja Garboso e feroz; E os tímidos velhos Nos graves concelhos, Curvadas as frontes, Escutam-lhe a voz! IV Domina, se vive; Se morre, descansa Dos seus na lembrança, Na voz do porvir. Não cures da vida! Sê bravo, sê forte! Não fujas da morte, Que a morte há de vir! V E pois que és meu filho, Meus brios reveste; Tamoio nasceste, Valente serás. Sê duro guerreiro, Robusto, fragueiro, Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. VI Teu grito de guerra Retumbe aos ouvidos D'imigos transidos Por vil comoção; E tremam d'ouvi-lo Pior que o sibilo Das setas ligeiras, Pior que o trovão. VII E a mãe nessas tabas, Querendo calados Os filhos criados Na lei do terror; Teu nome lhes diga, Que a gente inimiga Talvez não escute Sem pranto, sem dor! VIII Porém se a fortuna, Traindo teus passos, Te arroja nos laços Do inimigo falaz! Na última hora Teus feitos memora, Tranqüilo nos gestos, Impávido, audaz. IX E cai como o tronco Do raio tocado, Partido, rojado Por larga extensão; Assim morre o forte! No passo da morte Triunfa, conquista Mais alto brasão. X As armas ensaia, Penetra na vida: Pesada ou querida, Viver é lutar. Se o duro combate Os fracos abate, Aos fortes, aos bravos, Só pode exaltar.

Por Gonçalves Dias

Não te digas decepcionado com o teu próximo. Não lhe apontes os erros. Faze tu, de forma que não decepciones; nem te permitas erros. Não afirmes: - Agora é tarde! Não imponhas: - "Ficarei no meu posto, porquanto fui o ofendido!" Vai ao irmão que delinqüiu contra ti e pede-lhe desculpas. Quem dá o primeiro passo, chega antes ao termo do bem. Sob disfarce algum, não agasalhes o orgulho, nunca, pois que ele é o inimigo mais hábil prevenido contra o teu progresso espiritual.

Por Joanna de Ângelis

Isaías, IS, 28:26, Pois o seu Deus o instrui devidamente e o ensina.

Por Isaías, Antigo Testamento

Foi de repente Que eu me vi, assim, completamente em você Amanheceu Nosso amor veio chegando, chegando, chegou

Por Héloa

Provérbios, PV, 4:17, Porque comem o pão da maldade e bebem o vinho das violências.

Por Provérbios, Antigo Testamento

⁠DESLIZE Eu da saudade sou quem chora Da ausência, ilusão, desencanto Se eu caminho na solidão agora São motivos de trovar em pranto A saudade é dor, volúpia ardente Viva sensação, um remorso vão Dá-me emoção amarga e quente Injetada gota a gota no coração E nessa saudade tão fria e feroz Da tua privação, a aflição corre Rimando versos tristes e tão sós Vivo a suspirar como quem morre E a lamentar se assim vale a pena Essa saudade do amor de te amar © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 22/08/2021, 15’18’ - Araguari, MG

Por Poeta do cerrado LUCIANO SPAGNOL

"A salmoura tem a mesma cor da garapa. Só a sede descobre a diferença dos sabores."

Por Geni Guimarães

⁠Não sou irmão de ninguém Não devo nada a ninguém Sou bonito e talentoso, meu bem Sou rico e sou famoso também

Por Landau

I Samuel, 1SM, 18:3, Jônatas e Davi fizeram uma aliança, porque Jônatas o amava como à sua própria alma.

Por I Samuel, Antigo Testamento