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Me deixe só que hoje o mal veio me abraçar Preciso entender minha fera pra ela não me controlar Me deixe só que hoje o mal veio me abraçar Preciso sanar minhas falhas pra ele não me devorar
Por Ana MullerNinguém mais sabe perder e é na hora do insucesso que os bem-sucedidos mais demonstram sua grandeza.
Por Juca KfouriMateus, MT, 22:5, <J>Mas os convidados não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio.</J>
Por Mateus, Novo TestamentoCompreendo que o teatro tenha de mudar. Mas as pessoas precisavam ter mais base do que é que ele foi.
Por Barbara HeliodoraA única coisa a se temer é o medo”. O medo atrai exatamente tudo o que não queremos! O medo é uma emoção muito forte e sua energia, ligada à imagem daquilo que se teme, cria todas as circunstâncias para que aconteça exatamente o que não desejamos.
Por Franklin RooseveltAtos, AT, 12:14, Reconhecendo a voz de Pedro, ficou tão alegre que nem o fez entrar, mas voltou correndo para anunciar que Pedro estava à porta.
Por Atos, Novo TestamentoVisão de Clarice Lispector Clarice, veio de um mistério, partiu para outro. Ficamos sem saber a essência do mistério. Ou o mistério não era essencial, era Clarice viajando nele. Era Clarice bulindo no fundo mais fundo, onde a palavra parece encontrar sua razão de ser, e retratar o homem. O que Clarice disse, o que Clarice viveu por nós em forma de história em forma de sonho de história em forma de sonho de sonho de história (no meio havia uma barata ou um anjo?) não sabemos repetir nem inventar. São coisas, são jóias particulares de Clarice que usamos de empréstimo, ela dona de tudo. Clarice não foi um lugar-comum, carteira de identidade, retrato. De Chirico a pintou? Pois sim. O mais puro retrato de Clarice só se pode encontrá-lo atrás da nuvem que o avião cortou, não se percebe mais. De Clarice guardamos gestos. Gestos, tentativas de Clarice sair de Clarice para ser igual a nós todos em cortesia, cuidados, providências. Clarice não saiu, mesmo sorrindo. Dentro dela o que havia de salões, escadarias, tetos fosforescentes, longas estepes, zimbórios, pontes do Recife em bruma envoltas, formava um país, o país onde Clarice vivia, só e ardente, construindo fábulas. Não podíamos reter Clarice em nosso chão salpicado de compromissos. Os papéis, os cumprimentos falavam em agora, edições, possíveis coquetéis à beira do abismo. Levitando acima do abismo Clarice riscava um sulco rubro e cinza no ar e fascinava. Fascinava-nos, apenas. Deixamos para compreendê-la mais tarde. Mais tarde, um dia... saberemos amar Clarice.
Por Carlos Drummond de Andrade