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Provérbios, PV, 2:14, dos que têm prazer em fazer o mal e se alegram com as perversidades dos maus,
Por Provérbios, Antigo TestamentoVocê me tem nas mãos E me lê como um livro. Sabe o que eu ignoro e me diz as coisas que não me digo.
Por Jaime SabinesEu aprendi que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você a está escalando.
Por H. Jackson Brown JrGênesis, GN, 34:3, Siquém se apegou a Diná, filha de Jacó, amou a jovem e lhe falou ao coração.
Por Gênesis, Antigo TestamentoJeremias, JR, 37:7, - Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Digam ao rei de Judá, que pediu que vocês viessem a mim, para me consultar: ´Eis que o exército de Faraó, que saiu do Egito para socorrer vocês, voltará para a sua terra, no Egito.
Por Jeremias, Antigo TestamentoPode ate mesmo o céu rachar Que ainda assim Irei procurar Uma forma de te encontrar. Pois tu és o sol de meu dia Tu és o céu sobre minha cabeça, Tu és a vida em meu peito. E mesmo que tudo passe, Minha lembrança de ti, E meu sentimento por ti, Ainda hão de existir.
Por LeBlonSe você acha que homens durões são perigosos, espere até ver do que são capazes os homens fracos.
Por Jordan B. Petersonno fim do dia, é no teu peito que quero acalmar meus medos e é na tua nuca que quero respirar aliviada por saber que sempre vai estar tudo em paz, até mesmo quando o mundo grita pelo caos e o barulho é tudo que conseguimos ouvir. embora eu saiba que a calma da nossa sintonia é tudo que precisamos para alimentar o que permitimos florescer em nós. eu sei que basta colocar os meus olhos sobre os teus pra ter certeza de onde devo permanecer e ancorar quem eu sou. eu não sinto vontade de sair daqui, mesmo que em alguns momentos o ficar seja incerto a ponto de fazer o meu peito queimar por desespero. eu não sinto vontade de sair daqui, mesmo que estejamos sujeitas à sujeira do mundo. mas eu não me importo. eu andaria por ruas contaminadas de ódio se soubesse que o seu olhar de paz me encontraria assim que eu dobrasse a esquina.
Por Afeto InterestelarVi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas... Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo. Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas. Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos. E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?
Por Carlos Drummond de Andrade