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A solidão é sempre fundamento da liberdade. Mas também do espaço por onde se desenvolve o alargar do tempo à volta da atenção estrita do acto. Húmus, e alma, é a solidão. E vento, quando da imóvel solenidade clama o mudo susto do grito, ainda suspenso do nome que vai ser sua prisão pensada. A menos que esse nome seja estremecimento — fruto de solidão compenetrada que, por dentro da sombra, nomeia o movimento de cada corpo entrando por sua luz sagrada.
Por Fernando EchevarríaDaniel, DN, 3:25, Mas o rei disse: - Eu, porém, estou vendo quatro homens soltos, andando no meio do fogo! Não sofreram nenhum dano! E o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.
Por Daniel, Antigo TestamentoNão é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.
Por Karl PopperNúmeros, NM, 31:42, Da metade que cabe aos filhos de Israel, que Moisés havia separado da parte que cabe aos homens que saíram à guerra
Por Números, Antigo TestamentoA morte apenas é um outro caminho que todos temos que tomar, a cortina cinza desde mundo se enrola e tudo se transforma em vidro prata, e aí você vê, praias brancas e o além, os campos verdes longínquos sobre um belo amanhecer!
Por GandalfSe é verdade que as conjurações são, por vezes, montadas por pessoas de espírito, são, contudo, executadas por animais ferozes.
Por Antoine RivarolEngraçado como as mulheres têm vergonha de sua fada interior, enquanto os homens estão sempre exibindo orgulhosamente seu caubói ou bombeiro interior.
Por Dawn FrenchEstrela da tarde Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia Meu amor, meu amor Minha estrela da tarde Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde Meu amor, meu amor Eu não tenho a certeza Se tu és a alegria ou se és a tristeza Meu amor, meu amor Eu não tenho a certeza Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
Por José Carlos Ary dos Santos