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Salmos, SL, 27:5, Pois, no dia da adversidade, ele me ocultará no seu abrigo; no interior do seu tabernáculo, me acolherá; ele me porá no alto de uma rocha.
Por Salmos, Antigo TestamentoAh, Senhor, os dias correm vagarosos como caramujos, os anos não perduram mais que uma fagulha, o passado não acaba nunca.
Por João Ubaldo RibeiroSofonias, SF, 3:20, Naquele tempo, farei com que vocês voltem e os recolherei. Certamente farei de vocês um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando eu restaurar a sorte de vocês diante dos seus próprios olhos`, diz o Senhor.
Por Sofonias, Antigo TestamentoTalvez o auto-aperfeiçoamento não seja a solução. (...) Talvez a solução seja a auto-destruição.
Por Chuck PalahniukPor que o raciocínio, os músculos, os ossos? A automação, ócio dourado. O cérebro eletrônico, o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial, dando-lhe um ritmo extra-corporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. Por que labutar no campo, na cidade? A máquina o fará por nós. Por que pensar, imaginar? A máquina o fará por nós. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. Ó máquina, orai por nós.
Por Cassiano RicardoEzequiel, EZ, 25:12, - Assim diz o Senhor Deus: Visto que Edom se mostrou vingativo para com a casa de Judá e se fez culpado ao extremo, quando se vingou dela,
Por Ezequiel, Antigo TestamentoEzequiel, EZ, 3:22, A mão do Senhor veio sobre mim, e ele me disse: - Levante-se e vá para o vale, onde falarei com você.
Por Ezequiel, Antigo TestamentoDatilografia Traço, sozinho, no meu cubículo de engenheiro, o plano, Formo o projeto, aqui isolado, Remoto até de quem eu sou. Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, O tic-tac estalado das máquinas de escrever. Que náusea da vida! Que abjeção esta regularidade! Que sono este ser assim! Outrora, quando fui outro, eram castelos e cavalarias (Ilustrações, talvez, de qualquer livro de infância), Outrora, quando fui verdadeiro ao meu sonho, Eram grandes passagens do Norte, explícitas de neve, Eram grandes palmares do sul, opulentos de verdes. Outrora... Ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, O tic-tac estalado das máquinas de escrever. Temos todos duas vidas: A verdadeira, que é a que sonhamos na infância, E que continuamos sonhando, adultos, num substrato de névoa; A falsa, que é a que vivemos em convivência com outros, Que é a prática, a útil, Aquela em que acabam por nos meter num caixão. Na outra não há caixões, nem mortes. Há só ilustrações de infância: Grandes livros coloridos, para ver mas não ler; Grandes páginas de cores para recordar mais tarde. Na outra somos nós, Na outra não vivemos; Nesta morremos, que é o que viver quer dizer. Neste momento, pela náusea, vivo só na outra... Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinístro, Se, desmeditando, escuto, Ergue a voz o tic-tac estalado das máquinas de escrever.
Por Álvaro de Campos