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Noite estrelada O céu - brilhando - se abaixa Silenciosamente

Por Eunice Arruda

Atos, AT, 20:37, Então houve grande pranto entre todos, e, abraçando Paulo, o beijavam,

Por Atos, Novo Testamento

Para mim o ato de pintar é sempre mais importante do que a coisa pintada.

Por Georges Braque

⁠A coragem está um passo à frente do medo. E a Fé dois passos diante dos dois, com Ela abraçamos a coragem e vencemos o medo. Adaptação ao Poema de Colliman Young.

Por Carlos Andradas

⁠A pior coisa que tem é ter gente ao seu lado que tá lutando contra você, que tá torcendo contra você. Abre o olho com quem você coloca dentro da sua casa, com quem você troca suas mensagens, com quem você confidencia suas coisas.

Por Jojo Todynho

Ser mãe, ela aprendeu da maneira mais difícil, tinha tanto a ver com a perda quanto com o amor.

Por Attica Locke

Então por verdade vos digo: "Jamais os que tem alma de Sol, verão a sombra como reflexo de sua própria luminosidade" Provérbio de Almany Sol

Por Almany Sol

Ezequiel, EZ, 18:28, Pois se ele percebe o que fez e se converte de todas as transgressões que cometeu, certamente viverá; não será morto.

Por Ezequiel, Antigo Testamento

Barrow-on-Furness I Sou vil, sou reles, como toda a gente Não tenho ideais, mas não os tem ninguém. Quem diz que os tem é como eu, mas mente. Quem diz que busca é porque não os tem. É com a imaginação que eu amo o bem. Meu baixo ser porém não mo consente. Passo, fantasma do meu ser presente, Ébrio, por intervalos, de um Além. Como todos não creio no que creio. Talvez possa morrer por esse ideal. Mas, enquanto não morro, falo c leio. Justificar-me? Sou quem todos são... Modificar-me? Para meu igual?... — Acaba lá com isso, ó coração! II Deuses, forças, almas de ciência ou fé, Eh! Tanta explicação que nada explica! Estou sentado no cais, numa barrica, E não compreendo mais do que de pé. Por que o havia de compreender? Pois sim, mas também por que o não havia? Águia do rio, correndo suja e fria, Eu passo como tu, sem mais valer... Ó universo, novelo emaranhado, Que paciência de dedos de quem pensa Em outras cousa te põe separado? Deixa de ser novelo o que nos fica... A que brincar? Ao amor?, à indif'rença? Por mim, só me levanto da barrica. III Corre, raio de rio, e leva ao mar A minha indiferença subjetiva! Qual "leva ao mar"! Tua presença esquiva Que tem comigo e com o meu pensar? Lesma de sorte! Vivo a cavalgar A sombra de um jumento. A vida viva Vive a dar nomes ao que não se ativa, Morre a pôr etiquetas ao grande ar... Escancarado Furness, mais três dias Te, aturarei, pobre engenheiro preso A sucessibilíssimas vistorias... Depois, ir-me-ei embora, eu e o desprezo (E tu irás do mesmo modo que ias), Qualquer, na gare, de cigarro aceso... IV Conclusão a sucata! ... Fiz o cálculo, Saiu-me certo, fui elogiado... Meu coração é um enorme estrado Onde se expõe um pequeno animálculo A microscópio de desilusões Findei, prolixo nas minúcias fúteis... Minhas conclusões Dráticas, inúteis... Minhas conclusões teóricas, confusões... Que teorias há para quem sente o cérebro quebrar-se, como um dente Dum pente de mendigo que emigrou? Fecho o caderno dos apontamentos E faço riscos moles e cinzentos Nas costas do envelope do que sou ... V Há quanto tempo, Portugal, há quanto Vivemos separados! Ah, mas a alma, Esta alma incerta, nunca forte ou calma, Não se distrai de ti, nem bem nem tanto. Sonho, histérico oculto, um vão recanto... O rio Furness, que é o que aqui banha, Só ironicamente me acompanha, Que estou parado e ele correndo tanto ... Tanto? Sim, tanto relativamente... Arre, acabemos com as distinções, As subtilezas, o interstício, o entre, A metafísica das sensações — Acabemos com isto e tudo mais ... Ah, que ânsia humana de ser rio ou cais!

Por Álvaro de Campos

A amizade é um comércio desinteressado entre semelhantes.

Por Oliver Goldsmith