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A minha poesia é assim como uma vida que vagueia pelo mundo, por todos os caminhos do mundo, desencontrados como os ponteiros de um relógio velho, que ora tem um mar de espuma, calmo, como o luar num jardim nocturno, ora um deserto que o simum veio modificar, ora a miragem de se estar perto do oásis, ora os pés cansados, sem forças para além. Que ninguém me peça esse andar certo de quem sabe o rumo e a hora de o atingir, a tranquilidade de quem tem na mão o profetizado de que a tempestade não lhe abalará o palácio, a doçura de quem nada tem a regatear, o clamor dos que nasceram com o sangue a crepitar. Na minha vida nem sempre a bússola se atrai ao mesmo norte. Que ninguém me peça nada. Nada. Deixai-me com o meu dia que nem sempre é dia, com a minha noite que nem sempre é noite como a alma quer. Não sei caminhos de cor.
Por Fernando NamoraA DIFERENÇA A diferença entre um poeta e um louco é que o poeta sabe que é louco... Porque a poesia é uma loucura lúcida.
Por Mario QuintanaO gênio é alguém que rearticula de maneira mais criativa que os outros, uma polifonia discursiva à disposição.
Por Clóvis de Barros FilhoACALMA-TE Acalma-te, sente-se, pegue uma xícara de café. Não te atormentes à caça de palavras para que torne nosso encontro num diálogo. Primeiro e urgente, silencie-te e deixe que eu transforme em palavras todos meus sentimentos, pois corres o risco de me matar, impedindo soltar as palavras que estão em minha garganta, entalando, me sufocar.
Por Marcos MarquesTodos esses caprichos filosóficos, a que se chamam deveres, não têm qualquer relação com a natureza.
Por Charles FourierPerdoa-me, Visão dos Meus Amores Perdoa-me, visão dos meus amores, Se a ti ergui meus olhos suspirando!… Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flôres! De minhas faces os mortais palores, Minha febre noturna delirando, Meus ais, meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores… Morro, morro por ti! na minha aurora A dor do coração, a dor mais forte, A dor de um desengano me devora… Sem que última esperança me conforte, Eu – que outrora vivia! – eu sinto agora Morte no coração, nos olhos morte!
Por Álvares de AzevedoMuitas vezes precisamos ser iguais ao golfinho, sair de nosso mundo apenas por instinto e sem perder nossas origens.
Por Ricardo Reis