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Ninguém chegou a ser sábio por acaso.

Por Sêneca

⁠O campo não queima sem uma faísca E eu tenho um incêndio em mim

Por Jão

Marcos, MC, 14:36, E dizia: <J> - Aba,</J> <J>Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.</J>

Por Marcos, Novo Testamento

Não faz assim Você quem diz que é complicado Sua mãe gosta de mim, Mas não quando eu tô do seu lado Sabe que eu te espero quanto tempo for

Por Clarissa (cantora)

A coisa mais difícil deste trabalho é que você nem sempre pode salvar a todos.

Por Homem-Aranha no Aranhaverso

Existem dois tipos de políticos: os que lutam pela consolidação da distância entre governantes e governados e os que lutam pela superação dessa distância.

Por Antônio Gramsci

(...) porque ser uma cousa é não significar nada. Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação.

Por Alberto Caeiro

Se quer ser amado, ame.

Por Sêneca

Jeremias, JR, 3:20, Mas, assim como a mulher que, com traição, se afasta do seu marido, assim você foi infiel para comigo, ó casa de Israel`, diz o Senhor.

Por Jeremias, Antigo Testamento

Prosa Patética Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido. As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono. Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado. Aquela que fala do namorado com tanta ternura. Mesmo das brigas ando tendo inveja. Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, Sempre querendo, querendo. Me disseram que solidão é sina e é pra sempre. Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho. Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança Do hálito quente do outro. A voz, o viço. Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, Expulsar de mim essa Nossa Senhora ciumenta. Madona sedenta de versos. Mas tive medo. Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito. Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça. E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio. Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, Onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda. E mais do que nunca tive inveja. Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta Nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado. E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora. A mulher que engravida porque gosta de criança. Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, Ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, E ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos. Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo. Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio. Clarice diz que sua função é cuidar do mundo. E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, Não tenho bons modos nem berço. Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito. O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito? Eu, cuja única função é lavar palavra suja, Neste fim de século sem certezas? Eu quero que a solidão me esqueça.

Por Viviane Mosé