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REFLEXÕES DE UM ADEUS Agora, sentado, ouvindo apenas o ruído do silêncio, parado, eu penso em nós. Vem vindo do fundo, gritante, alarmante, a ansiedade do tempo passado preenchendo do nada o vazio de dois mundos. Somos duas pontas de flexas, disparadas do infinito, que não se encontrarão. Um grito de alarme cresce na garganta e espanta no vôo, a felicidade que em vão tenta o pouso em minha alma angustiada. Somos dois que marcham ao longo, sem cruzamentos, nem encontros. Tontos, procuramos nos dar as mãos através o nevoeiro do tempo. Ilusão temerária de sermos um, quando seremos, eternamente dois. Pois, não percebes? Teu mundo é formado de outras cores. Consulto o silêncio, tal fora o relógio da vida, e vejo nos ponteiros que não se tocam nossa própria tentativa do ser uno. Nessa ilusão míope não vemos que passamos um pelo outro, sem nos tocarmos, como os ponteiros que marcam a vida, perdida.
Por Victor MottaSe o coração das pessoas fossem do tamanho que é a língua o mundo seria bem melhor!
Por Elizabeth FortesApesar de todos os riscos, inclusive o da insanidade temporária, o mundo só muda quando aceitamos rodar com ele.
Por Isabel StilwellE, quanto a ela, agora não tinha mais desculpa para não fazer o que achava que devia fazer, que, aliás, fizesse isso mesmo: o que achava que devia fazer. Era um presente em que ele tinha pensado muito antes de dar a ela e era um presente de grande amor. Não o dinheiro, que ele não tinha ninguém no mundo a não ser ela e, portanto, era sua obrigação cuidar dela direito, pois que ela tampouco tinha alguém por si no mundo. Mas, sim, a liberdade de ser e escolher, coisa para que, pelo menos da parte dele, ela acharia ajuda, embora fosse encontrar dificuldade de todas as outras partes, dificuldade mortal mesmo, dificuldade dura e sem misericórdia. Mas este conselho lhe dava: que não fosse boba, que não confiasse, não confidenciasse e não desistisse com facilidade; que não fosse mentirosa. Mas também não imprudente: que não quisesse lutar sempre do mesmo jeito, mas que visse que para cada luta há um jeito próprio, dependendo sempre das circunstâncias; e que gostasse dele, porque ele gostava tanto dela que o coração lhe doía e, se não tinha sido melhor avô, fora porque não soubera, mas tudo o que sabia e procurara aprender tinha feito para ela. Ela gostava dele?
Por João Ubaldo RibeiroSaboreiem do amor tudo o que um homem sóbrio saboreia do vinho, mas não se embebedem.
Por Alfred de MussetA mulher que ouve a sua intuição, que percebe os seu sonhos, que ouve a voz interior das velhas e das mulheres guerreiras de sua ancestralidade e que possui o olhar suspeito dos desconfiados, essa sim, é uma ameaça ao predador natural da história e da cultura.
Por Eliane PotiguaraNão é esperado que nos tornemos santos, mas sim que façamos o esforço de crescer em direção ao nosso potencial.
Por Karen Berg