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E eu prometi mostrar o mar, As ondas hoje vão cantar Deixa a brisa renovar seu ar Eu quero um beijo, sentir teu jeito, só um beijo
Por Banda CineOs hipócritas são como as tâmaras: o doce está fora, o mel nas palavras e o duro lá dentro, na alma.
Por Mateo AlemánA mim este sol, estes prados, estas flores contentam-me. (Heterônimo de Fernando Pessoa)
Por Alberto Caeiro... quando se tem um barco nas mãos, que obedece a cada um dos dedos, e um oceano em cada direção, sonhar é perder tempo. É melhor tomar um caminho.
Por Amyr KlinkO ser humano é ativo na construção de seu conhecimento e não uma massa 'disforme' a ser moldada pelo professor.
Por Jean PiagetNão há maneira mais segura de se vencer neste mundo do que dormir com a mulher de um homem poderoso.
Por Charles NodierMateus, MT, 6:26, <J>Observem as aves do céu, que não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, as sustenta.</J> <J>Será que vocês não valem muito mais do que as aves?</J>
Por Mateus, Novo TestamentoPoema V A Federico García Lorca Companheiro, morto desassombrado, rosácea ensolarada quem senão eu, te cantará primeiro. Quem senão eu pontilhada de chagas, eu que tanto te amei, eu que bebi na tua boca a fúria de umas águas eu, que mastiguei tuas conquistas e que depois chorei porque dizias: “amor de mis entrañas, viva muerte”. Ah! Se soubesses como ficou difícil a Poesia. Triste garganta o nosso tempo, TRISTE TRISTE. E mais um tempo, nem será lícito ao poeta ter memória e cantar de repente: “os arados van e vên dende a Santiago a Belén”. Os cardos, companheiro, a aspereza, o luto a tua morte outra vez, a nossa morte, assim o mundo: deglutindo a palavra cada vez e cada vez mais fundo. Que dor de te saber tão morto. Alguns dirão: Mas se está vivo, não vês? Está vivo! Se todos o celebram Se tu cantas! ESTÁS MORTO. Sabes por quê? “El passado se pone su coraza de hierro y tapa sus oídos con algodón del viento. Nunca podrá arrancársele un secreto.” E o futuro é de sangue, de aço, de vaidade. E vermelhos azuis, braços e amarelos hão de gritar: morte aos poetas! Morte a todos aqueles de lúcidas artérias, tatuados de infância, de plexo aberto, exposto aos lobos. Irmão. Companheiro. Que dor de te saber tão morto.
Por Hilda Hilst