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⁠Nem bola de cristal, nem jogo de búzio O futuro mora no seu livre-arbítrio, então use-o a cigana tentou ler minha palma Mas só quem ouviu minhas rimas vai poder ler as linhas da minha alma Ainda assim tem um pedaço meu que eu calo Quer saber quem sou? Escute aquilo que eu não falo O segredo do poema não está só nas palavras que intercalo Repare no silencio de cada intervalo…

Por Fabio Brazza

Jó, JÓ, 16:19, Já agora a minha testemunha está no céu, e nas alturas se encontra quem advoga a minha causa.

Por Jó, Antigo Testamento

A Velha Amiga Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudade de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles. A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais. Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou expirimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais? Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir. E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos. Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade - mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que um grama; e por essas medida, pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas. Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Ai, um um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído. E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou. (Crônica publicada no jornal "O Estado de São Paulo" - 13/01/2001)

Por Rachel de Queiroz

⁠Nunca tive tanta sorte na vida como agora. E não vou desperdiçá-la.

Por Abaixo de zero (filme)

O que salva o amor L.Barbosa conta a história de uma ilha onde viviam os principais sentimentos do homem: Alegria, Tristeza, Vaidade, Sabedoria, e Amor. Um dia, a ilha começou a afundar no oceano; todos conseguiram alcançar seus barcos, menos o Amor. Quando foi pedir a Riqueza que o salvasse, esta disse: - “Não posso, estou carregada de jóias e ouro”. Dirigiu-se ao barco da Vaidade, que respondeu: - “Sinto muito, mas não quero sujar meu barco”. O Amor correu para a Sabedoria, mas ela também recusou, dizendo: - “Quero estar sozinha, estou refletindo sobre a tragédia, e mais tarde vou escrever um livro sobre isto”. O Amor começou a se afogar. Quando estava quase morrendo, apareceu um barco – conduzido por um velho – que o terminou salvando. - “Obrigado” – disse, assim que se refez do susto. – “Mas quem é você”? - “Sou o Tempo” – respondeu o velho. Só o Tempo é capaz de salvar o Amor.

Por Paulo Coelho

Quanto mais você pede ajuda, mais fica parecido com um garotinho assustado.

Por Cavaleiro da Lua (Moon Knight)

Lucas, LC, 16:28, <J>porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.`</J>

Por Lucas, Novo Testamento

Bem, eu odeio essas regras chatas que dizem o que as pessoas devem ou não vestir. Com certeza todo mundo devia poder usar o que tivesse vontade, não?

Por David Walliams

Êxodo, EX, 29:12, Depois, pegue o sangue do novilho e, com o dedo, ponha-o sobre os chifres do altar; o restante do sangue você derramará na base do altar.

Por Êxodo, Antigo Testamento

Salmos, SL, 119:67, Antes de ser afligido, eu andava errado, mas agora guardo a tua palavra.

Por Salmos, Antigo Testamento