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Uma história era uma forma de telepatia. Por meio de símbolos traçados com tinta numa página, ela conseguia transmitir pensamentos e sentimentos da sua mente para a mente de seu leitor. Era um processo mágico, tão corriqueiro que ninguém parava para pensar e se admirar. Ler uma frase e entendê-la era a mesma coisa; era como dobrar o dedo, não havia intermediação. Não havia um hiato durante o qual os símbolos eram decifrados. A gente via a palavra castelo e pronto, lá estava ele.
Por Ian McEwanA alma resiste muito mais facilmente às mais vivas dores do que à tristeza prolongada.
Por Jean-Jacques RousseauSE EU MORRESSE AMANHÃ Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que amanhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce n'alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o doloroso afã... A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!
Por Álvares de AzevedoO Maior Espetáculo da Terra O pássaro voa sobre o céu aberto, várias alturas ousadas alçam muitas aves. Algumas, riscando o mar brincam de aeroporto e decolam nas ondas das águas e dos ares. Mas há asas e voar não é perigo; É mais que isso, voar é no corpo do pássaro uma forma de pensamento. Poderia citar todos os animais e seus lugares de existir e tudo seria admissível na linha do seu ir e vir. Mas o homem não. Sem garantia, se equilibra no fio do seu pensamento, sem que tenha asas, voa, e sem limite de aventura, até da natureza caçoa. Equilibrista, se apodera dos seus sonhos e de suas inesperadas iscas e vai rebolando no bambolê das pistas. Elabora, passa o mundo em revista, mas seu conteúdo chora, porque tem medo do risco. O risco ! Logo o risco, meu Deus, que é pai de tantas vitórias sobre tantos reclames. Bailarino do arame, homem que se consome no erro crasso da mesquinharia, da mentirosa segurança de que o mundo é sempre reto e as coisas, imutáveis, certinhas e sem alquimias. Mas diante do susto da mutante verdade, se equilibra no andaime que construiu e que sem sua criativa ousadia, jamais existiria. Trapezistas de trapézios inusitados, nos vemos na mão do destino como se dele não fossemos também autores. Senhoras e senhores da jornada geramos no mundo nossa ninhada e com ela o nosso projeto, nossa luta, porém é certo que nos volta com força bruta o ordinário fato de não pensarmos no que virá depois do nosso simples ato. Porque pertence ao homem a habilidade de ser sujeito transformador, de realizar todo dia o seu show de competência, engolindo o fogo do orgulho, se esquivando do atirador de facas, domando os problemas que rugem podando o pelos da Dona Insegurança, essa mulher barbada. Mas, respeitável público, o show não pode parar. Às vezes dói viver, às vezes dá preguiça de continuar, quando nos esquecemos que somos os construtores do tal arame onde andamos quando nos esquecemos que somos o motorneiro, o piloto, o barqueiro, o motorista e o garoto que gira o pião, que chuta a bola, que mira o gol, que gira o leme, que conduz o trem, o diretor e o ator que apresenta este espetáculo. Poderoso é o homem com seus esclarecimentos sobre o evento vida, poderosa é a vida sobre o homem que não a tem esclarecida. Para o homem basta um dia. Um dia de coragem. Um dia de luz. Uma atitude pode mudar a qualidade do seu trabalho, do seu cotidiano, e da sua história. O seu relógio pode ser o tempo que não desperdiça glórias, liberto de auto-piedades, com faróis que o projetem para além das idades, que o homem arquitete pilares brindando à realidade vindoura, que a chuva de aplausos ou vaias, fertilizem novos frutos seguindo a lógica da lavoura: o que cresceu? o que é que eu faço? o que tenho que molhar sempre? o que é que eu levo? o que é que eu passo? Não disfarço: O homem é o dono do homem Deus é cúmplice no livre arbítrio do picadeiro desse espaço. Escolhe o alvo, o salto e os movimentos no desprendimento que precisará para atirar-se nos braços do outro, na confiança no trapezista ao lado. Mágico, com surpresas únicas na cartola, com o suprimento intransferível de ser original e não simples cópia, reprodução, papel carbono de mais um animal, em um segundo ele muda tudo. De lenço para pombas, de pequeno para colossal. Acrobata, dono do seu corpo no mundo Malabarista, com uma civilização de pratos nas mãos e nos ares, esse homem escolhe a fera: pode levar ética ao circo ou apodrecer preso, como um mico, e sem ela. Contorcionista, se digladia entre a angústia, o medo, a depressão, a paralisia dos quais só o seu talento o salvaria e o salvará: Ergue-se então este homem flexível e não mais adia. Ao contrário, se apropria de seus reais valores, suas oportunidades, sua criatividade, sua alegria. Aqui está o homem: ave rara de todos os céus, soberano sujeito de suas possibilidades, criança sorridente, domador de seus passos e ao mesmo tempo palhaço estendendo seus sublimes braços, tentáculos no universo, sobre a lona dessa esfera, para ser, se quiser, o maior espetáculo da terra.
Por Elisa LucindaDurante toda nossa vida deparamo-nos com dificuldades diárias, mas se transformamos as dificuldades em possibilidades poderemos chegar longe nos nossos sonhos, para que estes se tornem reais.
Por Jorge TomásEscrevo para descobrir o que estou pensando. Escrevo para descobrir quem eu sou, escrevo para entender as coisas.
Por Julia Alvarez-Todo garanhão morre de medo de se envolver... Morre de medo do outro conhecê-lo... Morre de medo de ser rejeitado... Ele só fica... e no final, não fica com ninguém... É um medroso, que nunca dá as boas vindas para os sentimentos... ☆Haredita Angel
Por Haredita AngelNúmeros, NM, 35:10, - Fale com os filhos de Israel e diga-lhes: Quando passarem o Jordão para entrar na terra de Canaã,
Por Números, Antigo Testamento