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2. “Contarei mais um segredo, esse para seu próprio bem. Você pode pensar que o passado tem algo a dizer. Pode pensar que deveria ouvi-lo, que deveria se esforçar para entender seus murmúrios, que deveria se inclinar ao máximo para escutar sua voz sussurrada se erguendo do chão, dos lugares mortos. Pode pensar que há algo ali para você, algo para ser entendido ou decifrado. Mas eu sei a verdade: sei pelas noites de frieza. Sei que o passado vai arrastá-lo para trás e para baixo, fazendo com que você tente se agarrar aos sussurros do vento e aos ruídos das folhas das árvores batendo umas nas outras, tente decifrar algum código, tente consertar o que foi quebrado. Não tem jeito. O passado não passa de um fardo. Ele pesará dentro de você como uma pedra. Vá por mim: se ouvir o passado falando com você, se senti-lo puxando suas costas e deslizando os dedos por sua coluna, a melhor reação – a única reação – é correr.” – Página 142/143. Pandemônio
Por Lauren OliverPorque como escreveu Erasmo no Elogio da Loucura Às vezes é preciso ser louco pra dizer o óbvio
Por Diomedes ChinaskiEzequiel, EZ, 17:17, Faraó, nem com grande exército, nem com numerosa companhia, o ajudará na guerra, quando rampas e torres de ataque forem levantadas para destruir muitas vidas.
Por Ezequiel, Antigo TestamentoLembre-se de que a verdadeira arte de vender começa quando o freguês diz não.
Por H. Jackson Brown JrOs finais nem sempre são ruins. Na maioria das vezes, eles são apenas começos disfarçados.
Por Kim HarrisonII Samuel, 2SM, 5:19, Então Davi consultou o Senhor, dizendo: - Devo atacar os filisteus? Tu os entregarás nas minhas mãos? O Senhor respondeu: - Vá, porque certamente entregarei os filisteus nas suas mãos.
Por II Samuel, Antigo TestamentoAtos, AT, 16:18, Isto se repetiu por muitos dias. Então Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: - Em nome de Jesus Cristo, eu ordeno que você saia dela. E, na mesma hora, o espírito saiu.
Por Atos, Novo TestamentoSentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, (...) faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que ela era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranquilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro (...)
Por Clarice Lispector