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A compaixão é composta pela capacidade de ver com clareza o que há dentro da natureza do sofrimento. É a capacidade de realmente se manter forte e também de reconhecer que não estou separado desse sofrimento.
Por Joan HalifaxConservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te.
Por William ShakespeareSerá que é possível de repente descobrir o tipo de que você gosta mesmo quando se acha que nem tem um tipo?
Por Jennifer E. SmithDigno de admiração é aquele que, tendo tropeçado ao dar o primeiro passo, levanta-se e segue em frente.
Por Carlos FoxSalmos, SL, 22:10, A ti me entreguei desde o meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és o meu Deus.
Por Salmos, Antigo TestamentoProvérbios, PV, 24:7, A sabedoria é elevada demais para o insensato; no tribunal, ele não abre a boca. - 23 -
Por Provérbios, Antigo TestamentoProcuro despir-me do que aprendi Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, Desembrulhar-me e ser eu...
Por Alberto CaeiroComo se moço e não bem velho eu fosse Uma nova ilusão veio animar-me. Na minh’alma floriu um novo carme, O meu ser para o céu alcandorou-se. Ouvi gritos em mim como um alarme. E o meu olhar, outrora suave e doce, Nas ânsias de escalar o azul, tornou-se Todo em raios que vinham desolar-me. Vi-me no cimo eterno da montanha, Tentando unir ao peito a luz dos círios Que brilhavam na paz da noite estranha. Acordei do áureo sonho em sobressalto: Do céu tombei aos caos dos meus martírios, Sem saber para que subi tão alto…
Por Alphonsus de GuimaraensCálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Ese silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a proca já não anda De muito suada a faca já não corta Como é difícilo, pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontgade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade Talvez o mundo não seja pequeno Nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado Quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça Minha cabeça perder teu juízo Quero cheirar fumaça de óleo diesel Me embriagar até que alguém me esqueça
Por Chico Buarque