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Na Noite Terrível Na noite terrível, substância natural de todas as noites, Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites, Relembro, velando em modorra incômoda, Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida. Relembro, e uma angústia Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo. O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver! Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão. Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte. Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures, Na ilusão do espaço e do tempo, Na falsidade do decorrer. Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei; O que só agora vejo que deveria ter feito, O que só agora claramente vejo que deveria ter sido — Isso é que é morto para além de todos os Deuses, Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ... Se em certa altura Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita; Se em certo momento Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim; Se em certa conversa Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro — Se tudo isso tivesse sido assim, Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro Seria insensivelmente levado a ser outro também. Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido, Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo; Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse; Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas, Claras, inevitáveis, naturais, A conversa fechada concludentemente, A matéria toda resolvida... Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói. O que falhei deveras não tem sperança nenhuma Em sistema metafísico nenhum. Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei, Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar? Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver. Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos, Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca Como uma verdade de que não partilho, E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim. , in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

Por Álvaro de Campos

I Reis, 1RS, 18:44, Na sétima vez o servo disse: - Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão de um homem. Então Elias disse: - Suba e diga a Acabe: ´Apronte o seu carro e desça, para que a chuva não o detenha.`

Por I Reis, Antigo Testamento

Salmos, SL, 86:17, Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam e se envergonhem os que me odeiam; pois tu, Senhor, me ajudas e me consolas.

Por Salmos, Antigo Testamento

Êxodo, EX, 9:33, Moisés saiu da presença de Faraó e da cidade e estendeu as mãos ao Senhor. Cessaram os trovões e a chuva de pedras, e não caiu mais chuva sobre a terra.

Por Êxodo, Antigo Testamento

A idade não nos protege contra o amor. Mas o amor, até certo ponto, protege-nos contra a idade.

Por Jeanne Moreau

Jó, JÓ, 13:20, Concede-me somente duas coisas, ó Deus, e assim não me esconderei de ti:

Por Jó, Antigo Testamento

Ela nunca ia a lugar nenhum sem um livro e me ensinou a fazer o mesmo.

Por K. L. Walther

Se arrume, dance, ria, - Nunca pude mesmo jogar o amor pela janela.

Por Arthur Rimbaud

Num bosque amarelo dois caminhos se separavam, E lamentando não poder seguir os dois E sendo apenas um viajante, fiquei muito tempo parado E olhei para um deles tão distante quanto pude Até onde se perdia na mata Então segui o outro, como sendo mais merecedor, E sendo talvez melhor direito, Porque coberto de mato e querendo uso Embora os que por lá passaram Os tenham realmente percorrido de igual forma, E ambos ficaram essa manhã Com folhas que passo nenhum pisou. Oh, guardei o primeiro para outro dia! Embora sabendo como um caminho leva pra longe, Duvidasse que algum dia voltasse novamente. Direi isto suspirando Em algum lugar, daqui a muito e muito tempo: Duas estradas bifurcavam numa árvore, Eu trilhei a menos percorrida, E isto fez toda a diferença.

Por Robert Frost

Nada existe de grandioso sem paixão.

Por Georg Wilhelm Friedrich Hegel