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O poeta pode contar ou cantar as coisas, não como foram mas como deviam ser; e o historiador há-de escrevê-las, não como deviam ser e sim como foram, sem acrescentar ou tirar nada à verdade.

Por Miguel de Cervantes

Salmos, SL, 78:19, Falaram contra Deus, dizendo: ´Será que Deus pode preparar-nos uma mesa no deserto?

Por Salmos, Antigo Testamento

A impontualidade do amor Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

Por Martha Medeiros

Quanto, quanto me queres?- perguntaste olhando para mim mas distraida; E quando nos meus olhos te encontraste, Eu vi nos teus a luz da minha vida. Nas tuas mãos, as minhas apertaste. Olhando para mim como vencida. "quanto, quanto"- de novo murmuraste E a tua boca deu-se-me rendida! Os nossos beijos longos e ansiosos, Trocavam-se frementes!-Ah! ninguém Sabe beijar melhor que os amorosos! Quanto te quero?! = Eu posso lá dizer!... -Um grande amor só se avalia bem Depois de se perder.

Por António Botto

Apocalipse, AP, 3:11, <J>Venho sem demora.</J> <J>Conserve o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa.</J>

Por Apocalipse, Novo Testamento

A Alegria na Tristeza O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil. O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la. Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir. Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento. Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida. Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Por Martha Medeiros

Nós chamamos pelo Teu nome Somos Teu povo e nos humilhamos a Ti Buscamos a Tua face Dos céus escuta o nosso clamor... Jesus, és o Sol da Justiça Jesus, és a luz deste mundo Nasce sobre nós Trazendo cura em Tuas asas... Jesus, a esperança, a estrela da manhã És o Sol da Justiça

Por Diante do Trono

Mateus, MT, 7:11, <J>Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem?</J>

Por Mateus, Novo Testamento

Mas continue acordado Tem uns manos vigiando Eles vão encontrá-lo Vão pegá-lo dormindo Agora continue acordado Tem uns manos vigiando Não feche seus olhos agora

Por Childish Gambino

FULECO FULECO...Um nome bem adequado para o tamanho do mico internacional que o Brasil vai pagar em 2014. Um país onde não tem estrutura aeroportuária que comporte o volume de passageiros e tráfego de aeronaves, onde o trânsito é caótico até em dias de feriados, a malha viária nas zonas de eventos é deficitária, onde a violência está solta sem controle das autoridades, onde existe 3 criminosos para cada militar desmotivado e desaparelhado, onde a rede hoteleira está deficiente e não comporta o numero de turistas e hospedes locais para eventos. Se nossas grandes cidades já vive o caos urbanos em dias normais, imaginem com aumento dos problemas com a vinda dos turistas, imaginem onde iremos arrumar energia elétrica para sustentar mais milhares de computadores, milhares de tvs e milhares refletores, milhares de ar condicionados, e quanto mais de kilowatts iremos precisar, se já estamos nos limites para que aconteça um apagão. E rezem meus queridos, para que não chova. Não precisamos de circo, temos urgência no abastecimento de água para o nordeste, brasileirinhos passando sede, aparelhamento e socorro aos hospitais sucateados e com seus corredores lotados de pacientes , gritamos pela segurança pública, pelo controle das drogas, melhores condições nas escolas e universidades, o que queremos é uma boa administração do dinheiro dos impostos. Vamos ver muitas empreiteiras espertinhas fazendo obras de emergência, sem licitação, sem concorrência, um pratinho cheio para o superfaturamento e vamos que vamos na roubalheira do dinheiro público, o meu, o seu, o nosso dinheirinho dos impostos. Bom mesmo seria se o mundo acabe em dezembro de 2012, Ficaríamos livre dessa...... Com meus pêsames.

Por Marcos Marques