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Diz a Constança que escrever poesia tem Que ter um clique Uma coisa que não há quem me salve Nada clica pra mim
Por Leíner HokiVim te trazer flores colhida no jardim do amor nelas te trago o carinho, a plenitude da vida, o brilho da esperança o sorriso da criança, o perfume que você deixou e a saudade que ESTOU.
Por Ducarmo de AssisJoel, JL, 2:6, Diante deles, os povos tremem; todos os rostos empalidecem.
Por Joel, Antigo TestamentoAlgumas coisas são inexplicáveis pra quem está de fora. Existem códigos secretos que só pertencem aos que partilharam a mesma mesa, o mesmo quarto, as mesmas brincadeiras, os mesmos pais. Talvez cumplicidade e camaradagem sejam as palavras certas pra definir esse tipo de amor, que começa com um "não me entrega que eu também não te entrego", e segue vida afora compreendendo os traumas ocultos, as dores disfarçadas, a raiva acumulada, a alegria infantil, a inércia justificada. Mesmo longe, as mãos se reconhecem e se apoiam. Mesmo sem palavras, o entendimento é real. E no fim das contas, é aquele olhar cúmplice ("não me dedura por favor...") que nos levanta e aquece. É aquele olhar que justifica e valida a beleza da vida, do mundo, das pessoas. E, de alguma forma que não sei dizer, traz alívio e paz. Não posso imaginar que aquilo que dividimos há tanto tempo me apazigue como fazem essas lembranças. Nada de mim está mais lá, apenas a memória de velhos pijamas de dormir e a voz suave de mamãe contando histórias pra explicar a vida e justificar o amor.
Por Fabíola SimõesNosso estado de espírito pode transformar até comentários neutros em palavras de combate, distorcendo o que ouvimos para se encaixar no que tememos.
Por Daniel J. Siegel