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Um casal normal não convence muito. O casal, quanto mais desequilibrado, mais real é.
Por Esposa de aluguel (filme)O ministro puritano Thomas Manton, que outrora foi o capelão de Oliver Cromwell, comparou o cristão desobediente a uma criança que sofre de raquitismo. “O raquitismo torna as cabeças grandes e os pés fracos. Não apenas devemos discutir quanto à palavra, e falar a respeito dela, mas também guardá-la. Não sejamos nem só ouvidos, nem só cabeça, nem só língua, mas os pés têm de se exercitar!”
Por John StottPra ser presidente precisa de vocação para cuidar do povo. Quem tem vocação pra vender tudo, que abra uma franquia.
Por Guilherme BoulosAmeaças, promessas e boas intenções não equivalem a uma ação. (Gato de Cheshire)
Por Alice: Madness ReturnsHINO À SOLIDÃO Diz-se que a solidão torna a vida um deserto; Mas quem sabe viver com a sua alma, nunca Se encontra só; a Alma é um mundo, um mundo aberto Cujo átrio, a nossos pés, de pétalas se junca. Mundo vasto que mil existências povoam: Imagens, concepções, formas do sentimento,Sonhos puros que nele embeleza, revoam E ficam a brilhar, sol do seu firmamento. Dia a dia, hora a hora, o Pensamento lavra Esse fecundo chão onde se esconde e medra A semente que vai germinar na Palavra, Cantar no Som, florir na Côr, sorrir na Pedra! Basta que certa luz de seus raios aqueça A semente que jaz na sua leiva escondida, Para que ela, a sorrir, desabroche e floresça, De perfumes enchendo as estradas da Vida. Sei que embora essa luz nem para todos tenha O mesmo brilho, o mesmo impulso criador, Da Glória, sempre vã, todo o asceta desdenha, Vivendo como um Deus no seu mundo interior. E que mundo sublime, esse em que ele se agita! Mundo que de si mesmo e em si mesmo criou, E em cuja criação o seu sangue palpita, Que não ha Deus estranho aos orbes que formou. Nem lutas, nem paixões: ideais serenidades Em que o Tempo se esvai sob o encanto da Hora... O passado e o porvir são ânsias e saudades: Só no instante que passa a plenitude mora. Sombra crepuscular, que a Noite não atinge , Nem a Aurora desfaz: rosiclér e luar, Meia tinta em que a Alma abre os lábios de Esfinge, E o seu mistério ensina a quem sabe escutar. Mas então, inundando essa penumbra doce, De não sei que sublime esplendor sideral, Como se a emanação d'um ser divino fosse, Deixa no nosso olhar um reflexo imortal. Na vertigem que a vida exalta e desvaria, Pára alguém para ouvir um coração que bate? No seio mais formoso, o olhar que se extasia Vê o mundo que nele em ânsias se debate? É só na solidão que a alma se revela, Como uma flor nocturna as pétalas abrindo, A uma luz, que é talvez o clarão d'uma estrela, Talvez o olhar de Deus, d'astro em astro caindo... E d'essa luz, a flor sem forma, ha pouco obscura, Recebe o seu quinhão de graça e de pureza, Como das mãos do artista, animando a escultura, O mármore recebe a sua alma--a Belleza. Se sofrer é pensar, na paz do isolamento, Como num cálice cheio o liquido extravasa, A Dor, que a Alma empolgou, trasborda em pensamento, E a pouco e pouco extingue o fogo em que se abrasa. Como a montanha de ouro, a Alma, em seu mistério, Á superfície nunca o seu teor revela; Só depois de sondado e fundido o minério Se conhece a riqueza acumulada nela. Corações que a Existência em tumulto arrebata! Esse ouro só se extraem do minério candente, No silencio, na paz, na quietação abstracta, Das estrelas do Céu sob o olhar indulgente...
Por Antônio FeijóLEMBRANÇAS DE MORRER Eu deixo a vida como deixa o tédio Do deserto, o poento caminheiro, - Como as horas de um longo pesadelo Que se desfaz ao dobre de um sineiro; Como o desterro de minh’alma errante, Onde fogo insensato a consumia: Só levo uma saudade - é desses tempos Que amorosa ilusão embelecia. Só levo uma saudade - é dessas sombras Que eu sentia velar nas noites minhas. De ti, ó minha mãe, pobre coitada, Que por minha tristeza te definhas! Se uma lágrima as pálpebras me inunda, Se um suspiro nos seios treme ainda, É pela virgem que sonhei. que nunca Aos lábios me encostou a face linda! Só tu à mocidade sonhadora Do pálido poeta deste flores. Se viveu, foi por ti! e de esperança De na vida gozar de teus amores. Beijarei a verdade santa e nua, Verei cristalizar-se o sonho amigo. Ó minha virgem dos errantes sonhos, Filha do céu, eu vou amar contigo! Descansem o meu leito solitário Na floresta dos homens esquecida, À sombra de uma cruz, e escrevam nela: Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
Por Álvares de AzevedoNinguém aqui morre só a sua morte; / é um pouco de nós todos que se vai / e naquele que nasce há um pouco de todos nós / que se torna outro.
Por Gaston Miron