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Levítico, LV, 25:47, - Se um estrangeiro ou peregrino que mora no meio do povo enriquecer, e se alguém do seu povo tornar-se pobre e vender-se como escravo a esse estrangeiro ou peregrino que mora no meio do povo, ou a alguém da família desse estrangeiro,
Por Levítico, Antigo TestamentoPoema do Menino Jesus Num meio-dia de fim de Primavera Tive um sonho como uma fotografia. Vi Jesus Cristo descer à terra. Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e a rolar-se pela erva E a arrancar flores para as deitar fora E a rir de modo a ouvir-se de longe. Tinha fugido do céu. Era nosso demais para fingir De segunda pessoa da Trindade. (...) Um dia que Deus estava a dormir E o Espírito Santo andava a voar, Ele foi à caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz E deixou-o pregado na cruz que há no céu E serve de modelo às outras. Depois fugiu para o Sol E desceu no primeiro raio que apanhou. Hoje vive na minha aldeia comigo. É uma criança bonita de riso e natural. Limpa o nariz ao braço direito, Chapinha nas poças de água, Colhe as flores e gosta delas e esquece-as. Atira pedras aos burros, Rouba a fruta dos pomares E foge a chorar e a gritar dos cães. E, porque sabe que elas não gostam E que toda a gente acha graça, Corre atrás das raparigas Que vão em ranchos pelas estradas Com as bilhas às cabeças E levanta-lhes as saias. A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas Quando a gente as tem na mão E olha devagar para elas. (...) Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro. Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava. Ele é o humano que é natural. Ele é o divino que sorri e que brinca. E por isso é que eu sei com toda a certeza Que ele é o Menino Jesus verdadeiro. (...) A Criança Nova que habita onde vivo Dá-me uma mão a mim E outra a tudo que existe E assim vamos os três pelo caminho que houver, Saltando e cantando e rindo E gozando o nosso segredo comum Que é saber por toda a parte Que não há mistério no mundo E que tudo vale a pena. A Criança Eterna acompanha-me sempre. A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado. O meu ouvido atento alegremente a todos os sons São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas. Damo-nos tão bem um com o outro Na companhia de tudo Que nunca pensamos um no outro, Mas vivemos juntos e dois Com um acordo íntimo Como a mão direita e a esquerda. Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas No degrau da porta de casa, Graves como convém a um deus e a um poeta, E como se cada pedra Fosse todo o universo E fosse por isso um grande perigo para ela Deixá-la cair no chão. Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens E ele sorri porque tudo é incrível. Ri dos reis e dos que não são reis, E tem pena de ouvir falar das guerras, E dos comércios, e dos navios Que ficam fumo no ar dos altos mares. Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade Que uma flor tem ao florescer E que anda com a luz do Sol A variar os montes e os vales E a fazer doer aos olhos dos muros caiados. Depois ele adormece e eu deito-o. Levo-o ao colo para dentro de casa E deito-o, despindo-o lentamente E como seguindo um ritual muito limpo E todo materno até ele estar nu. Ele dorme dentro da minha alma E às vezes acorda de noite E brinca com os meus sonhos. Vira uns de pernas para o ar, Põe uns em cima dos outros E bate palmas sozinho Sorrindo para o meu sono. Quando eu morrer, filhinho, Seja eu a criança, o mais pequeno. Pega-me tu ao colo E leva-me para dentro da tua casa. Despe o meu ser cansado e humano E deita-me na tua cama. E conta-me histórias, caso eu acorde, Para eu tornar a adormecer. E dá-me sonhos teus para eu brincar Até que nasça qualquer dia Que tu sabes qual é. Esta é a história do meu Menino Jesus. Por que razão que se perceba Não há-de ser ela mais verdadeira Que tudo quanto os filósofos pensam E tudo quanto as religiões ensinam ?
Por Alberto CaeiroRessurgir das Cinzas Sou forte, sou guerreira, tenho nas veias sangue de ancestrais. Levo a vida num ritmo de poema-canção, mesmo que haja versos assimétricos, mesmo que rabisquem, às vezes, a poesia do meu ser, mesmo assim, tenho este mantra em meu coração: “Nunca me verás caído ao chão”. Sou destemida, herança de ancestrais, não haja linha invisível entre nós meus passos e espaços estão contidos num infinito túnel, mesmo tendo na lembrança jovens e parentes que, diante da batalha deixaram a talha da vida se quebrar, mesmo tendo saudade cultivada no portão. Mesmo assim, tenho este mantra em meu coração: “Nunca me verás caída ao chão”. Sou guerreira como Luiza Mahin, Sou inteligente como Lélia Gonzáles, Sou entusiasta como Carolina de Jesus, Sou contemporânea como Firmina dos Reis Sou herança de tantas outras ancestrais. E, com isso, despertem ciúmes daqui e de lá, mesmo com seus falsos poderes tentem me aniquilar, mesmo que aos pés de Ogum coloquem espada da injustiça mesmo assim tenho este mantra em meu coração: “Nunca me verás caída ao chão”. Sou da labuta, sou de luta, herança dos ancestrais, trabalhar, trabalhar, trabalhar, mesmo que nos novos tempos irmãos seduzidos pelo sucesso vil me traiam, nos traiam como judas sob a mesa, meu ganha-pão. Mesmo que esses irmãos finjam que não nos veem, estarei ali ou onde estiver, estarei de corpo ereto, inteira, pronunciando versos e eles versando sobre o poder, mesmo assim tenho esse mantra em meu coração: “Nunca me verás caída ao chão”. Me abraço todos os dias, me beijo, me faço carinho, digo que me amo, enfim, sou vaidosa espiritual, mesmo com mágoas sedimentadas no peito, mesmo que riam da minha cara ou tirem sarro do meu jeito, mesmo assim tenho esse mantra em meu coração: “Nunca me verás caída ao chão”. Me fortaleço com os ancestrais, me fortaleço nos braços dos Erês. podem pensar que me verão caída ao chão, saibam que me levantarei não há poeiras para quem cultua seus ancestrais, mesmo estando num beco sem saída, levada por um mar de águas, mesmo que minha vida vire uma maré, vire tempestade, sei que vai passar. Porque são meus ancestrais que se reúnem num ritual secreto para me levantar. Eu darei a volta por cima e estarei em pé, coluna ereta, cheia de esperança, cheia de poesia e com muito axé por isso, desista, tenho este mantra em meu coração: “Nunca me verás caída ao chão.”
Por Esmeralda RibeiroIsaías, IS, 59:6, As suas teias não servem para fazer roupa, ninguém pode se cobrir com o que eles fazem. As obras deles são obras de iniquidade, e atos de violência estão nas suas mãos.
Por Isaías, Antigo TestamentoO segredo para se viver uma vida plena é, estar preparado para as dificuldades, não desistir da primeira de muitas tribulações que estão por vim, saber enfrentar seus problemas de frente e a solução. Lailison Douglas.
Por Lailison Douglas