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Desejo dar uma volta por aquelas altas e áridas cordilheiras de montanhas onde se morre de sede e frio, por aquela história "extratemporal", aquele absoluto de tempo e espaço onde não existe homem, nem fera, nem vegetação, onde se fica louco de solidão, com linguagem que é de meras palavras, onde tudo é desengachado, desengrenado, sem articulação com os tempos. Desejo um mundo de homens e mulheres, de árvores que não falem (porque já existe conversa demais no mundo!) de rios que levem a gente a lugares, não rios que sejam lendas, mas rios que ponham a gente em contato com outros homens e mulheres, com arquitetura, religião, plantas, animais - rios que tenham barcos e nos quais os homens se afoguem, mas não se afoguem no mito e lenda e nos livros e poeira do passado, mas no tempo e no espaço e na história. Desejo rios que façam oceanos como Shakespeare e Dante, rios que não se sequem no vazio do passado. Oceanos sim! Tenhamos novos oceanos que apaguem o passado, oceanos que criem novas formações geológicas, novas vistas topográficas e continentes estranhos, aterrizadores, oceanos que destruam e preservem ao mesmo tempo, oceanos nos quais possamos navegar, partir para novas descobertas, novos horizontes. Tenhamos mais oceanos, mais convulsões, mais guerras, mais holocaustos. Tenhamos um mundo de homens e mulheres com dínamos entre as pernas, um mundo de fúria natural, de paixão, ação, drama, sonhos, loucura, um mundo que produza extâse e não peidos secos. Creio hoje mais do que nunca é preciso procurar um livro ainda que de uma só grande página: precisamos procurar fragmentos, lascas, unhas dos dedos dos pés, tudo quanto contenha minério, tudo quanto seja capaz de ressuscitar o corpo e a alma.

Por Henry Miller

ADEUS, AGOSTO Estou recolhendo o mês de agosto deste ano. Diferentemente dos demais meses do ano, desta vez ele aguçou novamente em mim a dor da perda. Ainda não decidi onde vou colocar os seus pertences, tão meus, tão familiares, tão doloridos, tão afetuosos e tão íntimos ao mesmo tempo. Se vou separá-lo (o agosto) em momentos alegres, emocionantes, tristes ou muito tristes. Ou se vou colocar tudo junto e misturado, como terra de vaso, num cantinho de meu jardim, onde poderei acrescentar sempre uma nova poção de emoções. Por enquanto, cobrirei apenas com uma forração de pétalas dos Ipês de diversas cores, que fotografei pelos longos caminhos que percorri, mais chorando do que rindo. Quem sabe, em meio a tantos Ipês que estiveram tão próximos às minhas retinas, não tenha ficado junto aos pertences, uma semente fértil que florescerá em todos os próximos agostos... Este teve sabor de lágrimas, dor no peito e calafrios, porém os próximos serão de saudades, que sentirei cada vez que eu avistar um Ipê amarelo florido. 30/08/1917 melanialudwig

Por melanialudwig

É pra saber que o estar vivo se passa em um labirinto Paredes isolam mundos mas nunca irão me ocultar de mim Cada vez mais decidido a enfrentar O meu destino sou eu que faço, sou eu que vivo

Por Aurora Rules

⁠Eu adorava olhar para ela. Minha mãe era o sol em um quarto escuro.

Por Chelsea Bieker

⁠Não há missão mais admirável do que o amor. Todo marinheiro que se preze sabe disso.

Por Amor e Monstros (filme)

I Samuel, 1SM, 19:9, E o espírito mau, enviado da parte do Senhor, veio sobre Saul. Ele estava sentado em sua casa, com a sua lança na mão, enquanto Davi dedilhava a harpa.

Por I Samuel, Antigo Testamento

O zero é onde tudo começa! Nada nasceria se não partíssemos de lá! (Shinichi Kudo)

Por Detective Conan

Sei a minha sina. Um dia meu nome será lembrança de algo terrível. De uma crise como jamais houve sobre a Terra. Da mais profunda colisão de consciências. De uma decisão conjurada contra tudo que até então foi acreditado, santificado, requerido. Não sou um ser humano, sou uma dinamite, na transvaloração de todos os valores. Eis a minha fórmula para um ato de suprema octognose da humanidade que em mim se fez gene e carne...

Por Friedrich Nietzsche

Se viver requer coragem então Viva pra ser feliz, não viva em vão.

Por Chorão

Não provoques o Poder, que ele se tornará cruel e despótico no seu desagravo.

Por Marquês de Maricá