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Aquele que não admira o melhor, não pode melhorar. Os que não sabem admirar não têm futuro. É uma covardia aplacar a admiração; é preciso cultivá-la, como fogo sagrado, evitando que a inveja a cubra com a sua pátina ignominiosa.
Por José IngenierosO brasileiro definido como inferior, como guiado por emoções e inclinado à corrupção, é puro complexo de vira-latas. Não existe nem sequer o brasileiro em geral, já que cada classe tem tipos muito próprios. Não somos culturalmente piores ou melhores que ninguém.
Por Jessé SouzaÀs vezes você tem quase que morrer por dentro, para se erguer de suas próprias cinzas e acreditar em si mesmo e amar a si mesmo para se tornar uma nova pessoa.
Por Gerard WayO primeiro dever do bom inquisidor é o de suspeitar antes dos que te parecem sinceros.
Por Umberto Eco— O meu nome é Severino, como não tenho outro de pia. Como há muitos Severinos, que é santo de romaria, deram então de me chamar Severino de Maria como há muitos Severinos com mães chamadas Maria, fiquei sendo o da Maria do finado Zacarias. Mais isso ainda diz pouco: há muitos na freguesia, por causa de um coronel que se chamou Zacarias e que foi o mais antigo senhor desta sesmaria. Como então dizer quem falo ora a Vossas Senhorias? Vejamos: é o Severino da Maria do Zacarias, lá da serra da Costela, limites da Paraíba. Mas isso ainda diz pouco: se ao menos mais cinco havia com nome de Severino filhos de tantas Marias mulheres de outros tantos, já finados, Zacarias, vivendo na mesma serra magra e ossuda em que eu vivia. Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas e iguais também porque o sangue, que usamos tem pouca tinta. E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença é que a morte severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida). Somos muitos Severinos iguais em tudo e na sina: a de abrandar estas pedras suando-se muito em cima, a de tentar despertar terra sempre mais extinta, a de querer arrancar alguns roçado da cinza. Mas, para que me conheçam melhor Vossas Senhorias e melhor possam seguir a história de minha vida, passo a ser o Severino que em vossa presença emigra. (Morte e Vida Severina - Introdução)
Por João Cabral de Melo NetoSalmos, SL, 64:4, para, às escondidas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem.
Por Salmos, Antigo Testamento"Meus ovos estão cheios de leite." Imagine que cada ovo seja uma pequena unidade de potencial, uma semente de possibilidades infinitas. O leite, por sua vez, representa o esforço, o trabalho e o capital intelectual que é derramado naquilo que, à primeira vista, parece limitado e frágil — mas na verdade contém em si o poder de transformação. A questão, porém, é que nem todos os ovos têm a mesma quantidade de leite. Alguns transbordam, enquanto outros estão praticamente secos. Agora pense nos ovos como uma metáfora para os indivíduos em uma sociedade de mercado. Cada pessoa tem dentro de si um "ovo" de potencial, mas a quantidade de leite, que seria o investimento social, educacional e emocional, varia drasticamente. Na teoria liberal idealista, todos os ovos deveriam ter a mesma quantidade de leite, pois, no mercado perfeito, cada indivíduo começa com as mesmas condições. No entanto, quando observamos a realidade, o "leite" é distribuído de maneira desigual. Alguns ovos recebem leite das gerações passadas, enquanto outros são deixados a se quebrar sem jamais serem cheios. Ainda assim, mesmo com essa distribuição desigual de leite, espera-se que todos os ovos quebrem ao mesmo tempo, na mesma direção, com a mesma intensidade, como se o mercado fosse um processo natural que equalizaria os desníveis. Entretanto, sabemos que, na prática, a casca de um ovo não é tão resistente quanto parece. Aqueles que transbordam de leite têm uma pressão interna maior, o que os coloca em vantagem; eles podem explodir em mil possibilidades, enquanto outros se esgotam antes mesmo de rachar. Portanto, "meus ovos estão cheios de leite" representa, em última instância, o paradoxo do mercado ideal: mesmo quando se está cheio de recursos, transbordando de potencial, ainda há a expectativa de que todos competirão de igual para igual, como se o peso do leite não fizesse diferença.
Por Joseph Stalin