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Todo esse tempo que lá vai... Vejo passar a minha vida... Em preto e branco... Em branco e preto... Por alta noite... Quando não ouço um pio... Os meus amigos onde estão? Que batam à porta... Façam-se chegar... Mas apenas espero você... Por onde andarás? Vem... Destruir o silêncio... Levantar os panos... Limpar o espelho... Que de tanto o fitar... Preto no branco ... Cinza está... Deixada sobre a mesa... Cheia de negra poeira... A estrela por ti colhida... Se empequena... Tudo está lá fora... E tanto aqui dentro quero... Sentado... Aqui espero... E ponho-me a olhar suspirando... Aguardando que se abra a porta... E eu, que não sou mais do que isso... É só isso o que me importa... Tendo idéias e sentimentos por os ter... Do que julgo que sou… Do que anseio ser... Sei que nada sou... Quando estou longe de você... Sandro Paschoal Nogueira
Por Sandro Paschoal NogueiraAme profunda e passionalmente. Você pode se machucar, mas é a única forma de viver o amor completamente.
Por H. Jackson Brown JrCada concha perto de você Vem com as águas só pra te dizer Que és bem-vinda, sereia linda O farol brilha só pra te ver
Por Gabriel EliasCanção do Tamoio I Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar. II Um dia vivemos! E o homem que é forte Não teme da morte; Só teme fugir; No arco que entesa Tem certa uma presa, Quer seja tapuia, Condor ou tapir. III O forte, o cobarde Seus feitos inveja De o ver na peleja Garboso e feroz; E os tímidos velhos Nos graves concelhos, Curvadas as frontes, Escutam-lhe a voz! IV Domina, se vive; Se morre, descansa Dos seus na lembrança, Na voz do porvir. Não cures da vida! Sê bravo, sê forte! Não fujas da morte, Que a morte há de vir! V E pois que és meu filho, Meus brios reveste; Tamoio nasceste, Valente serás. Sê duro guerreiro, Robusto, fragueiro, Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. VI Teu grito de guerra Retumbe aos ouvidos D'imigos transidos Por vil comoção; E tremam d'ouvi-lo Pior que o sibilo Das setas ligeiras, Pior que o trovão. VII E a mãe nessas tabas, Querendo calados Os filhos criados Na lei do terror; Teu nome lhes diga, Que a gente inimiga Talvez não escute Sem pranto, sem dor! VIII Porém se a fortuna, Traindo teus passos, Te arroja nos laços Do inimigo falaz! Na última hora Teus feitos memora, Tranqüilo nos gestos, Impávido, audaz. IX E cai como o tronco Do raio tocado, Partido, rojado Por larga extensão; Assim morre o forte! No passo da morte Triunfa, conquista Mais alto brasão. X As armas ensaia, Penetra na vida: Pesada ou querida, Viver é lutar. Se o duro combate Os fracos abate, Aos fortes, aos bravos, Só pode exaltar.
Por Gonçalves DiasIsaías, IS, 33:20, Olhe para Sião, a cidade das nossas festas. Os seus olhos verão Jerusalém, habitação tranquila, tenda que não será removida, cujas estacas nunca serão arrancadas, nem rebentada nenhuma de suas cordas.
Por Isaías, Antigo TestamentoII Crônicas, 2CR, 11:2, Porém a palavra do Senhor veio a Semaías, homem de Deus, dizendo:
Por II Crônicas, Antigo TestamentoI Samuel, 1SM, 7:12, Então Samuel pegou uma pedra e a pôs entre Mispa e Sem. E lhe deu o nome de Ebenézer, dizendo: - Até aqui nos ajudou o Senhor.
Por I Samuel, Antigo TestamentoTelha de vidro Quando a moça da cidade chegou veio morar na fazenda, na casa velha... Tão velha! Quem fez aquela casa foi o bisavô... Deram-lhe para dormir a camarinha, uma alcova sem luzes, tão escura! mergulhada na tristura de sua treva e de sua única portinha... A moça não disse nada, mas mandou buscar na cidade uma telha de vidro... Queria que ficasse iluminada sua camarinha sem claridade... Agora, o quarto onde ela mora é o quarto mais alegre da fazenda, tão claro que, ao meio dia, aparece uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos, que - coitados - tão velhos só hoje é que conhecem a luz doa dia... A luz branca e fria também se mete às vezes pelo clarão da telha milagrosa... Ou alguma estrela audaciosa careteia no espelho onde a moça se penteia. Que linda camarinha! Era tão feia! - Você me disse um dia que sua vida era toda escuridão cinzenta, fria, sem um luar, sem um clarão... Por que você na experimenta? A moça foi tão vem sucedida... Ponha uma telha de vidro em sua vida!
Por Rachel de Queirozamor aos pedaços às vezes a felicidade é um rótulo bonito de azeite que recolho em silêncio da mesa de jantar para que não desconfiem da minha sanidade.
Por Ana Estaregui