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Vacina de ano novo Muitos me desejaram paz e amor em 75. Mas havendo amor, haverá paz? Amor é o contrario radioso dela. É inquietação, agitação, vontade de absorver o objeto amado, temor de perdê-lo, sentimento de não merecê-lo, ânsia de dominá-lo, masoquismo de ser dominado por ele, dor de não o haver conhecido antes, dor de não ocupar seu pensamento 24 horas por dia, e mais dias a pedir ao dia para ocupá-lo, brasa de imaginá-lo menos preso a mim do que eu a ele, desespero de o não guardar no bolso, junto ao coração, ou fisicamente dentro deste, como sangue a circular eternamente e eternamente o mesmo. Amor é isso e mais alguma triste coisa. E a tristeza incurável do tempo não passa fora de nós, passa é dentro e na pele marcada da gente, lembrando que eternidade é ilusão de minutos e o ato de amor deste momento já ficou mergulhado em ter sido. Amor é paz?

Por Carlos Drummond de Andrade

II Reis, 2RS, 18:28, Então Rabsaqué se pôs em pé e gritou em hebraico: - Escutem as palavras do grande rei, o rei da Assíria.

Por II Reis, Antigo Testamento

Deuteronômio, DT, 28:44, Eles emprestarão a vocês, mas vocês não emprestarão a eles; eles serão por cabeça, e vocês serão por cauda.

Por Deuteronômio, Antigo Testamento

Levítico, LV, 14:43, - Se a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada,

Por Levítico, Antigo Testamento

Mateus, MT, 17:23, <J>e estes o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.</J> Então os discípulos ficaram muito tristes.

Por Mateus, Novo Testamento

A irresponsabilidade faz parte do prazer na arte; é a parte que os académicos não sabem reconhecer.

Por James Joyce

POEMA EM LINHA RETA Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Por Fernando Pessoa

Tiago, TG, 5:12, Acima de tudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu, nem pela terra, nem por outra coisa qualquer, mas que o ´sim` de vocês seja ´sim`, e que o ´não` de vocês seja ´não`, para que vocês não incorram em condenação.

Por Tiago, Novo Testamento

Ah um momento na vida que você para e pensa - Nunca pensei que passaria por isso, ou até mesmo, nunca pensei que seria capaz disso. No decorrer da vida mudamos tanto⁠, nos reenventamos e nos tornamos pessoas que jamais pensariamos ser. Essa vida é extranha, as vezes é difícil entender o porquê de certas coisas, mas não a nada que podemos fazer a não ser aceitar.

Por Rhuanna W.S.

A honra é a poesia do dever.

Por Alfred de Vigny