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Há maquinas terrívelmente complicadas para as necessidades mais simples. Se quer fumar um cachuto aperte um botão, Paletós abotoam-se por eletricidade, Amor e faz pelo sem-fio, Não precisa estômago para digestão (...)
Por Carlos Drummond de AndradeO mundo tem o direito de exigir de mim a dignidade da mulher; e esta ninguém melhor que o senhor sabe como a respeito. Quanto a meu amor não devo contas senão a Deus que me deu uma alma, e ao senhor a quem a entreguei.
Por José de AlencarSe um espírito contemplativo se deita à água, não tentará nadar, procurará, primeiro, compreender a água. E afogar-se-á.
Por Henri MichauxPorém, descobrir o criador e pai do mundo é uma tarefa difícil e, a descobri-lo, é impossível falar sobre ele a toda a gente.
Por PlatãoJó, JÓ, 29:24, Quando eu sorria para eles, nem acreditavam; e a luz do meu rosto eles não desprezavam.
Por Jó, Antigo TestamentoO fracasso não é absoluto, só porque você não pode salvar todo mundo, não significa que você não salvou ninguém.
Por Brigid KemmererJOSÉ E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, Você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio, - e agora? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais! José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse, a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José! Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja do galope, você marcha, José! José, para onde?
Por Carlos Drummond de AndradeUma vez você me disse que a gente era de universos diferentes. E embora isso fosse verdade, o acaso colocou você e eu lado a lado na mesma sala de aula.
Por Doona! (série)