Veja outros textos inspiradores!

Começa do mesmo jeito, mas depois, após uns instantes, é como se eu tivesse uma chama vida nos braços. E eu só desejo me atirar nessa chama e ser consumido. A viajante do tempo, Outlander

Por Diana Gabaldon

⁠Um dia, todos seremos levados. O que importa é o que fizemos com os dias que nos foram dados.

Por Jerônimo Bento de Santana Neto

Mais uma vez sem limite, sem sono Um coração tão bonito sem dono Ia ficar em casa, mas mudou de plano Deve estar cansada do cotidiano

Por Hungria Hip Hop

Ser um líder ético é de fato ser diferente. Esse tipo de líder reconhece a complexidade de administrar um negócio responsável, mas tenta fazê-lo de qualquer maneira.

Por Andrew Leigh

Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros. Ser um ser humano, é trabalhar por algo além de si mesmo.

Por Viktor Frankl

⁠Nossa vida se baseia em números e letras, unidos em uma única equação infinita que define todo o universo Essa equação é representada por X. Já Y representa o conhecimento humano — a mais difícil de se resolver. Para isso, é preciso somar os elementos e dividir (X + Alfa - Ômega) = (X + Y) ÷ 2. O resultado? Ninguém nunca descobriu. Mas se descobrirem, dará C — e C é o Conhecimento Humano Lógico e Racional.

Por Pedro Cabral

⁠Eu livro a nossa cara e é assim que você me agradece?

Por Bala Perdida (filme)

Eu juntei todos os meus sentimentos, meus desejos e necessidades, meus sonhos... e os enterrei em você. Eu plantei uma semente e esperei e rezei por ela.

Por Cercas

II Coríntios, 2CO, 10:6, E estaremos prontos para punir qualquer desobediência, quando a obediência de vocês estiver completa.

Por II Coríntios, Novo Testamento

William Contraponto: A lucidez como heresia A poesia de William Contraponto não pede licença. Ela entra como pergunta. Permanece como desconforto. E sai deixando vestígios — não de esperança, mas de pensamento. Seu verso é seco, rente ao osso, herdeiro de um pacto com a lucidez. Ex-médium, hoje ateu, Contraponto não escreve a partir do ressentimento, mas da experiência desnudada. Viveu por dentro os rituais, sentiu o corpo ser tomado por forças que pareciam externas, mas depois reconheceu: o que parecia transcendência era desejo encenado, era necessidade de sentido em estado bruto. E foi esse rompimento — não com a fé, mas com a ilusão — que marcou sua travessia estética. Sua obra é radicalmente existencialista. Não no sentido acadêmico, mas vital. Contraponto não cita Sartre, Camus ou Beauvoir. Ele os atravessa. Sua escrita emerge da mesma angústia essencial: a de estar vivo num mundo sem garantias. Seu olhar recusa os confortos espirituais, os dogmas reciclados, as promessas vendidas como salvação. Em vez disso, oferece o que resta depois do desengano: umvazio honesto, um silêncio não manipulado, uma linguagem que pensa,. O estilo é contido, afiado, desprovido de ornamentos. Há ritmo, mas não há melodia fácil. Cada poema parece limado até o limite da palavra exata. Nada sobra. Nada falta. É uma poesia que respira o pensamento e sangra a dúvida. Mais próxima do ensaio do que da canção, mais próxima da meditação crua do que do lirismo adocicado. William Contraponto é também um poeta de consciência social. Sua descrença no sagrado caminha junto de sua recusa às estruturas que domesticam a liberdade — sejam elas religiosas, políticas ou econômicas. Mas sua crítica nunca desumaniza. Ao contrário: nasce de uma empatia crua com o humano como projeto inacabado. No lugar da fé, propõe o enfrentamento. No lugar da doutrina, a lucidez. No lugar da promessa, a palavra como faca — ou espelho. Ler William Contraponto é ser tirado do eixo. É lembrar que pensar também dói. E que há beleza, sim, no que não consola.

Por Neno Marques