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Eclipse Olho no espelho E não me vejo Não sou eu Quem lá está Senhores Onde estão os meus tambores Onde estão meus orixás Onde Olorum Onde o meu modo de viver Onde as minhas asas negras e belas Com que costumava voar Olho no espelho E não me vejo Não sou eu Quem lá está Senhores Quero de volta Os meus tambores Quero de volta Os meus orixás Quero de volta Meu Pai Olorum Em seu esplendor sem par Quero de volta O meu modo de viver Quero de volta As minhas asas negras e belas Com que costumava voar Olho no espelho E não me vejo Não sou eu Quem lá está Séculos de destruição Sobre os ombros cansados Estou eu a carregar Confuso sem norte sem rumo Perdido de mim mesmo Aqui neste lado do mar Um dia no entanto senhores Eu hei de me reencontrar.

Por Carlos de Assumpção

Se eu pudesse fazer o que quisesse, eu viveria num navio no mar e nunca chegaria mais perto da humanidade do que isso!

Por Eleonora Duse

⁠É tanta coisa que acontece Sempre sem explicação Uma amizade atormentada Ou amores de verão É tanto fato que se arrasta Sempre sem saber por que Uma paixão inacabada Ou romances de TV

Por Italo Azevedo

O ciúmes é sinônimo do não poder.

Por Elizabeth Fortes

Esdras, ED, 2:43, Os servidores do templo: os filhos de Zia, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote,

Por Esdras, Antigo Testamento

É tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas, é tão silencioso. Como traduzir o profundo silêncio do encontro entre duas almas? É dificílimo contar: nós estávamos nos olhando fixamente, e assim ficamos por uns instantes. Éramos um só ser. Esses momentos são o meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isso de: estado agudo de felicidade.

Por Clarice Lispector

Esdras, ED, 2:48, os filhos de Rezim, os filhos de Necoda, os filhos de Gazão,

Por Esdras, Antigo Testamento

Esse menino tem todo o sintoma do povo de política. É invencioneiro e linguarudo.

Por José Cândido de Carvalho

⁠O lago acordou. A maldição destruirá tudo.

Por Curon (série)

O Menino e o cinema Aquela gripe inesperada era tudo que ele não precisava. Justo nesse dia! Ele estava ardendo em febre e mesmo assim implorava para sua mãe para ir ao cinema. Afinal de contas, hoje era quinta feira e era o dia da continuação da sua série favorita. Se ele perdesse essa parte de hoje, ficaria sem entender a próxima parte. Dona Rebecca não queria saber de argumentos, com aquela gripe e com esse "febrão" ele teria que ficar em casa e pronto. Ai dele se desobedecesse!. Uma angústia passou pelos olhos do menino. Escondeu a cabeça sob as cobertas e chorou. Chorou ao lembrar-se das dificuldades da vida, da pobreza em que viviam, e do filme que era exibido em séries todas às quintas-feiras lá no Cine Ok. A série era o "Vale dos desaparecidos" e era o único filme que ele e o irmão pagavam para ver, afinal aquele velho golpe de andar de costas quando o povo saia do cinema não funcionava no Cine Ok. Chorando e com a febre subindo, o menino pensava em Deus e na sua justiça. Por quê ele tinha que ficar com febre justo hoje? Por quê na quinta-feira? Que injustiça era essa? Tantos dias diferentes para ficar doente, e justo hoje ele amanhece com essa febre que só veio para atrapalhar tudo... Adormeceu com a febre que insistia em queimar. Acordou horas depois com os gritos dos amigos. Ao abrir os olhos no quarto humilde, o garoto viu aquele monte de amiguinhos falando ao mesmo tempo. Ele não entendia nada, era muita gente , muitas palavras e nenhum entendimento. Só quando seu irmão pediu silêncio foi que ele soube que havia escapado da morte. O Cine Ok havia pegado fogo naquela tarde de quinta-feira e haviam muitas vítimas. Por isso, quando você não entender o porquê de uma doença, daquele pneu furado pela manhã, o trem que não chega, o avião que não sai, o carro que você não consegue comprar, os pequenos acidentes que te atrasam em um compromisso, faça como o menino Senor Abravanel (ou Silvio Santos, como você quiser), que aos 12 anos descobriu que Deus cuidava dele e com certeza tinha uma missão muito maior do que aquele filme de quinta-feira á tarde. Será que a sua febre não está te livrando de uma tragédia? Não é hora de agradecer? Agradecendo por tudo que recebemos, nós não caímos no risco de sermos injustos, nem com Deus, nem com ninguém. Reclame menos, agradeça mais e viva feliz! (História real baseada na vida de Silvio Santos)

Por Paulo Roberto Gaefke