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Eu amava Como amava algum cantor De qualquer clichê De cabaré, de lua e flor... E sonhava como a feia Na vitrine Como carta Que se assina em vão... Eu amava Como um sonhador Sem saber porquê E amava ter no coração A certeza ventilada de poesia De que o dia, amanhece não... Eu amava Como um pescador Que se encanta mais Com a rede que com o mar Eu amava, como jamais poderia Se soubesse como te encontrar... Eu amava Como a um cantor De qualquer clichê De cabaré, de lua e flor... Eu sonhava como a feia Na vitrine Como carta Que se assina em vão... Eu amava Como um pescador Que se encanta mais Com a rede que com o mar Eu amava como jamais poderia Se soubesse como te encontrar...

Por Oswaldo Montenegro

Em regra, a culpa não produz ação, mas descarrego. Funciona da seguinte maneira: somos autorizados a fazer pouco ou nada para que a situação mude porque o sofrimento de nossa consciência nos absolve.

Por Contardo Calligaris

Enlouquecer é como voltar de viagem e encontrar a casa vazia, a despensa revirada e as camas desfeitas, porém, jamais saber quem dormiu na sua cama, quem comeu sua comida.

Por Benjamín Labatut

Neemias, NE, 5:19, ´Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo o que fiz por este povo.`

Por Neemias, Antigo Testamento

SUAS VIRTUDES Com suas fraquezas , porém com suas virtudes, descalça rasgou se entre a penumbra do tempo! Entre os fagulho de calcários,pelo sangue que se vertia ! Na procura de um acalanto ao coração rasgado e ferido, pelo obscuro do tempo ,que lhe proporcionava. Rasgou se a caminhar descalça na tentativa de se refugiar, em suas longínquas procuras do tempo. Na sua suavidade e na sua fragilidade,de uma mulher, procurava se em súbitas procuras , agasalhar seu coração. Encheu se de aventuras ,e de orgulho, mesmo que feridos, pela corrosão do tempo,que se desatinou em obscurecer suas virtudes. Mas veio as lágrimas que corriam e cobriam lhe a alma, e trazia para si ,suas virtudes incontidas. Bem mais que um tesouro, se recendeu o seu valor! Bem mais que o brilho dentre as pedras preciosas. retomava se o seu brilho! Quanto mais os fagulho lhe feriam.ela se despontava, em sutilezas, que abrasava lhe a alma. Quanto maior era a dor do corpo Mais ainda o sentimento do amor brilhava, e se ressaltava por sua dignidade. E a fazia brilhar, dentre as virtudes na fraqueza de uma mulher!

Por Lucia Alves

As pessoas são confusas. A vida fica confusa. As coisas nem sempre vão funcionar perfeitamente só porque você quer que elas funcionem.

Por Kevin Kwan

⁠Tente ser a única pessoa solteira da sua família. Toda vez que me veem, me olham com pena e com tristeza. Por que todos duvidam de uma mulher feliz e solteira?

Por Amor com Data Marcada (filme)

Um Apólogo Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: – Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo? – Deixe-me, senhora. – Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. – Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. – Mas você é orgulhosa. – Decerto que sou. – Mas por quê? – É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? – Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu? – Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... – Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando... – Também os batedores vão adiante do imperador. – Você é imperador? – Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana – para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: – Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: – Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: – Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: – Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Por Machado de Assis

Reconhecer que você não tem livre-arbítrio completo, ou completo controle consciente, na verdade aumenta a quantidade de livre-arbítrio e controle que você realmente tem.

Por John Bargh

Os atos de uma pessoa tornam-se a sua vida, tornam-se o seu destino. Tal é a lei da nossa vida.

Por Leon Tolstói