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Tempo ao Tempo Você já percebeu que quando eu te vejo eu perco o chão, Que o simples fato de te ouvir me faz perder toda a razão, Quando você chega minha mão transpira Minha mente pira eu já nem sei o que fazer Já vi que esse lance tá ficando chato Pois até meus atos não consigo mais conter Não Ligo se você nem tá ligando Nem tampouco se importando, mesmo assim vou te dizer Ja dei tempo ao tempo Mas o tempo não me ajuda Se tento te esquecer Só faço te querer Ta no meu pensamento, sentimento que não muda To louco para te ver só quero amar voce...

Por Jorge e Mateus

Hino à Morte⁠ Tenho às vezes sentido o chocar dos teus ossos E o vento da tua asa os meus lábios roçar; Mas da tua presença o rasto de destroços Nunca de susto fez meu coração parar. Nunca, espanto ou receio, ao meu ânimo trouxe Esse aspecto de horror com que tudo apavoras, Nas tuas mãos erguendo a inexorável Fouce E a ampulheta em que vais pulverizando as horas. Sei que andas, como sombra, a seguir os meus [passos, Tão próxima de mim que te respiro o alento, — Prestes como uma noiva a estreitar-me em teus [braços, E a arrastar-me contigo ao teu leito sangrento… Que importa? Do teu seio a noite que amedronta, Para mim não é mais que o refluxo da Vida, Noite da noite, donde esplêndida desponta A aurora espiritual da Terra Prometida. A Alma volta à Luz; sai desse hiato de sombra, Como o insecto da larva. A Morte que me aterra, Essa que tanta vez o meu ânimo assombra, Não és tu, com a paz do teu oásis te terra! Quantas vezes, na angústia, o sofrimento invoca O teu suave dormir sob a leiva de flores!… A Morte, que sem dó me tortura e sufoca, É outra, — essa que em nós cava sulcos de dores. Morte que, sem piedade, uma a uma arrebata, Como um tufão que passa, as nossas afeições, E, deixando-nos sós, lentamente nos mata, Abrindo-lhes a cova em nossos corações. Parêntesis de sombra entre o poente e a alvorada, Morrer é ter vivido, é renascer… O horror Da Morte, o horror que gera a consciência do Nada, Quem vive é que lhe sente o aflitivo travor. Sangue do nosso sangue, almas que estremecemos, Seres que um grande afecto à nossa vida enlaça, — Somos nós que a sua morte implacável sofremos, É em nós, é em nós que a sua morte se passa! Só então, da tua asa a sombra formidável, Anjo negro da Morte! aos meus olhos parece Uma noite sem fim, uma noite insondável, Noite de soledade em que nunca amanhece… Só então, sucumbindo à dor que me fulmina, A mim mesmo pergunto, entre espanto e receio, Se a tua asa não é dum Anjo de rapina, Se eu poderei em paz repoisar no teu seio! Inflexível e cego, o poder do teu ceptro Só então me desvaira em cruel agonia, Ao ver com que presteza ele faz um espectro De alguém, que há pouco ainda, ao pé de nós sorria. Mas se nessa tortura, exausto o pensamento, Para ti, face a face, ergo os olhos contrito, Passa diante de mim, como um deslumbramento Constelando o teu manto, a visão do Infinito. E de novo, ao sair dessa angústia demente, Sinto bem que tu és, para toda a amargura, A Eutanásia serena em cujo olhar clemente Arde a chama em que toda a escória se depura. É pela tua mão, feito um rasgão na treva, Que a Alma se liberta, e de esplendor vestida — Borboleta celeste, ébria de Deus, — se eleva Para a luz imortal, Luz do Amor, Luz da Vida

Por Antônio Feijó

Melodrama Eu sou uma mulher espantada o amor me molha toda me deixa com dor nas costas ele diz no fundo gostas no fundo ele tem razão o amor tinha de ser mais uma contradição tinha de ser verdadeiro confuso e biscateiro como em toda situação tinha de ter remorso e um querer e não posso e toda essa aflição tinha de me dar pancada e eu cantar não dói nem nada com um radinho na mão tinha de fazer ameça que é pra poder ter mais graça como toda relação tinha de ser dolorido rasgar um pouco o meu vestido depois me pedir perdão e como em todo melodrama terminar na minha cama até por falta de opção.

Por Bruna Lombardi

Para um tal resultado, podia-se arriscar a vida. Era a este preço que se descobriam os mistérios da arte.

Por Hermann Hesse

Colossenses, CL, 1:10, Dessa maneira, poderão viver de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus.

Por Colossenses, Novo Testamento

Sempre! Que palavra horrível! Estremeço só de ouvi-la. As mulheres gostam muito de empregá-la. Estragam todo e qualquer romance tentando fazer com que dure para sempre. É também uma palavra sem sentido. A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais.

Por Oscar Wilde

Deuteronômio, DT, 29:4, Mas até o dia de hoje o Senhor não deu a vocês um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir.

Por Deuteronômio, Antigo Testamento

Os sentimentos não são como os pensamentos, não podem ser alterados a nosso belo prazer.

Por Dorothy Koomson

Isaías, IS, 33:16, Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, e água nunca lhe faltará.

Por Isaías, Antigo Testamento

Provérbios, PV, 26:11, Como o cão que volta ao seu próprio vômito, assim é o insensato que repete a sua tolice.

Por Provérbios, Antigo Testamento