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O TEMPO A VIDA Não coincide o tempo com a vida tão tarde o aprendemos Fora dele vivida conhecemos antes de nela entrarmos a saída Num retrocesso intemporal vivemos intemporal decerto é a nossa vida (O vocábulo tempo, Rua de Portugal, Assírio & Alvim, 2002)
Por Gastão CruzVocê pode achar que conhece alguém porque passaram por algo juntos. Ou porque cresceram juntos. Mas saber o que se passa na cabeça de alguém ou no coração… Não dá para saber.
Por A Mais Pura Verdade (série)Com a voz embargada, entre a tristeza e a alegria, eu digo sim, quero continuar, com todos os riscos, quero ver mais um dia abrir de novo e meu coração também. Porque, se a vida se transforma o tempo todo, talvez o único jeito de manter-se minimamente saudável seja também continuar em movimento: todo amor que posso experimentar é contingente.
Por Geni NúñezEu roubo o seu primeiro beijo, peço o segundo, te cobro o terceiro e te convenço a ir para o quarto, beijo.
Por Fred ElboniDesfaz do peito essa culpa Que não é tua, não podes carregar Desmonta toda essa armadura
Por Dois é ParVocê precisa ter um lugar livre de perguntas e dúvidas. Caso contrário, é realmente triste.
Por Ayelet Gundar-GoshenTomo partido Eu tomo partido O partido das mulheres pretas Mulheres como eu Quando saem de suas casas São arrastadas em carro de polícia Mulheres como eu Quando exigem seus direitos no trabalho São arrastadas com algemas da polícia Mulheres como eu Quando atuam na política governamental São alvejadas sem investigação da Polícia Mulheres como eu Choram a morte do filho Que saía para a escola Mulheres como eu Choram a morte do filho Que brincava na calçada Mulheres como eu Choram a morte do filho Que soltava pipa no domingo Mulheres como eu Esperam pelo marido que não volta pra casa Mulheres como eu Vivem com medo de que o marido não volte pra casa Mulheres como eu Sofrem com o marido quando não pode voltar pra casa Mulheres como eu vivem de luto e de luta Defendem a honra da família tradicional brasileira sem pai Defendem o prato cheio na mesa Não se rendem na guerra E vencem cada batalha armadas da própria carne
Por Jéssica Regina (poeta)A língua nunca foi e nunca é, em tempo algum, um terreno apolítico, pois ela não pode ser separada daquilo que uma pessoa faz com a outra. Ela sempre vive no caso específico, cada vez é preciso estar à espreita para arrancar-lhe o seu intento. Nessa indissociabilidade da ação ela se torna legítima ou inaceitável, bonita ou feia, também se pode dizer: boa ou má. Em cada língua, isto é, em cada modo de falar estão fincados outros olhos.
Por Herta Müller