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São os pedaços de nós que perdemos, as convicções desfeitas, os valores que nos eram irrelevantes, os momentos que não voltam e não tiveram o devido valor, o descaminhar feito por nós mesmos... são as perdas, os erros e o sofrimento, que infelizmente nos fazem cada vez inteiros e evoluídos. Flávia Abib

Por Flávia Abib

II Crônicas, 2CR, 17:6, O coração dele se tornou ousado em seguir os caminhos do Senhor, e ainda tirou os lugares altos e os postes da deusa Aserá que havia em Judá.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

⁠Os lugares mais importantes em um mapa são aqueles que ainda não visitamos.

Por Jennifer Zeynab Joukhadar

⁠O melhor de nós dois é você.

Por Enfeitiçados (filme)

O purgatório moderno é feito de purgantes, injecções e intervenções cirúrgicas.

Por L. Bianciardi

Vencer na vida é manter-se de pé quando tudo parece estar abalado. É lutar quando tudo parece adverso. É aceitar o irrecuperável. É buscar um caminho novo com energia, confiança e fé.

Por Dorina Nowill

Esporte é que nem tiroteio. Perdemos pro pistoleiro mais rápido.

Por Arremesso Final

No olho das ruínas as íris dos vaga-lumes sob as tranças de ervas.

Por Alexei Bueno

Alma Corsária De tanto sono me baixa uma lucidez estranha em que a amendoeira pousa, luminosa, rara, sob o fundo escuro da noite meio baça (cilíndrica, roliça, bizarra) seu vulto verde acocorado sobre a água da piscina que não tem um pensamento. Eu sinto inveja dessas águas anuladas tão plácidas, idênticas ao próprio contorno enquanto eu mesma nem sei onde começo, quando acabo e sofro o assédio de tudo o que me toca. O mundo ora me engole, ora me vara e tudo o que aproxima me desterra. Chorei, ao ver no chão da cela, o botão arrancado na contenda, os óculos pisados do escritor judeu. Tenho um coração que estala com o peteleco das palavras de Clarice. Numa vila miserável na Bahia, um negro lindo, lindo, dança ao som do corisco – e só me apaixono por casos perdidos, homens com um quê de irremediável. Mais de uma vez, imóvel, circunspecta, vi abrir-se a máquina do mundo sob a luz inclinada de Ipanema, na Serra da Bocaina, no meio da floresta, no alto da escada no topo do morro por onde a moça seqüestrada vinha subindo debaixo das lágrimas do pai. Mais de uma vez meu coração trincou feito vidro diante da página impressa, e sempre que a palavra justa vem tirar seu mel de dentro da copa do desespero de amor. Acredito, do fundo das minhas células, que uma amizade sincera “é o único modo de sair da solidão que um espírito tem no corpo”. Sim, eu acredito no corpo. Por tudo isso é que eu me perco em coisas que, nos outros, são migalhas. Por isso navego, sóbria, de olho seco, as madrugadas. Por isso ando pisando em brasas até sobre as folhas de relva, na trilha mais incerta e mais sozinha. Mas se me perguntarem o que é um poeta (Eu daria tudo o que era meu por nada), eu digo. O poeta é uma deformidade.

Por Claudia Roquette-Pinto

Possuir um bem, sem o partilhar, não tem qualquer atrativo.

Por Sêneca