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O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar! Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente! Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar...

Por Fernando Pessoa

Deuteronômio, DT, 10:4, Então o Senhor escreveu nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez mandamentos que ele havia falado a vocês no dia da congregação, no monte, no meio do fogo. Depois o Senhor entregou as tábuas para mim.

Por Deuteronômio, Antigo Testamento

Salmos, SL, 78:47, Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada.

Por Salmos, Antigo Testamento

Zacarias, ZC, 14:13, Naquele dia, também haverá da parte do Senhor grande confusão entre eles; cada um agarrará a mão do seu próximo, cada um levantará a mão contra o seu próximo.

Por Zacarias, Antigo Testamento

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Por Bíblia Sagrada

Confissões de um menor abandonado Eu sei que sou culpado, não tive a capacidade de assumir a administração da minha vida, não fui capaz de controlar as emoções infantis nem consegui equilibrar-me sobre os obstáculos que herdei da sociedade. Até que me esforcei! Olhei para a vida de meus pais, porém, os desentendimentos do casamento falido nublaram os tais exemplos de que ouvi falar, só falar. Não tive o privilégio de me aquecer no meu próprio lar, porque lhe faltou a chama do amor, sustentando-nos unidos. Cada qual saiu para o seu lado. Na confusão da vida me perdi. Candidatei-me à escola. Juntei a identidade civil ao retrato desbotado, botei a melhor farda de guerreiro, entrei na fila. Humilhado por tantas exigências, implorando prazos, descontos e vaga, me sentei num banco escolar, jurei persistência, encarei o desafio. - Joãozinho, você não sabe sentar-se? - Joãozinho, seu material está incompleto. - Joãozinho, seu trabalho de pesquisa está horrível. - Joãozinho, seu uniforme está ridículo. A barra foi pesando, fui sendo passado pra trás e vendo que escola é coisa de rico. Um dia, me arrependi, mas a professora se escandalizou das faltas (nem eram tantas!) e disse que meu nome já estava riscado, há muito tempo. O que fazer? Dei marcha à ré ali e, olhando a turma, com vergonha, fui saindo. Moro nas marquises, debaixo da ponte, nas calçadas e não moro em lugar nenhum. Tenho avós, pais, irmãos e primos, mas não tenho família. Tenho idade de criança e desilusões de adulto. Minha aparência assusta as pessoas e nada posso fazer. A cada dia que passa, estou mais sujo, mais anêmico, mais fraco. Sou um rosto perdido, perambulando, em solo brasileiro. Na verdade, nos chamam de menores, todavia, somos os maiores desgraçados. Vendo balas num sinal de trânsito que muda de cor a cada minuto. Quando o sinal fica vermelho, os carros param, meu coração dispara. Para nós, menores abandonados, o vermelho do sinaleiro é a cor da esperança. Extraído do meu livro Escola Comunitária-4ª.ed

Por Ivone Boechat

Provérbios, PV, 15:4, A língua serena é árvore de vida, mas a língua perversa esmaga o espírito.

Por Provérbios, Antigo Testamento

Mateus, MT, 1:25, Porém não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.

Por Mateus, Novo Testamento

Eclesiastes, EC, 7:18, Bom é que você retenha isto e também não abra mão daquilo; pois quem teme a Deus sai ileso de tudo isto.

Por Eclesiastes, Antigo Testamento

Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.

Por Fernando Pessoa