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Sentes-te em risco? Então não olhes para baixo...

Por João Alberto Catalão

⁠As palavras também crescem, como as árvores, e vão mudando de significado ao longo da vida, começam por querer dizer uma coisas e acabam por dizer outra.

Por Afonso Cruz

João, JO, 8:47, <J>Quem é de Deus ouve as palavras de Deus;</J> <J>por isso, vocês não me ouvem, porque não são de Deus.</J>

Por João, Novo Testamento

Gênesis, GN, 45:16, Fez-se ouvir na casa de Faraó esta notícia: ´Chegaram os irmãos de José.` E Faraó e seus oficiais ficaram contentes com a notícia.

Por Gênesis, Antigo Testamento

Ezequiel, EZ, 17:21, Todos os seus fugitivos, com todas as suas tropas, cairão à espada, e os que restarem serão espalhados aos quatro ventos. Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei.

Por Ezequiel, Antigo Testamento

Descobri finalmente aquilo que distingue o homem dos outros animais: são os problemas de dinheiro.

Por Jules Renard

Atos, AT, 3:7, E, pegando na mão direita do homem, ajudou-o a se levantar. Imediatamente os seus pés e tornozelos se firmaram;

Por Atos, Novo Testamento

⁠A amizade é uma maiêutica; extrai de nós os nossos mais ricos e íntimos recursos; abre as asas dos nossos sonhos e dos nossos pensamentos obscuros; controla nossos juízos, experimenta nossas ideias novas, conserva o ardor e inflama o entusiasmo.

Por A.D. Sertillanges

Provérbios, PV, 23:3, Não cobice os pratos deliciosos que ele serve, porque essa comida é enganadora. - 7 -

Por Provérbios, Antigo Testamento

Não importava se tinha razão, devia me calar. No meu tempo, ser educado era ficar em silêncio. Na mesa, não podia emitir som que não fosse da natureza do garfo e da faca. Criança aceitava, não falava. Como um bicho doméstico, um galo, um cachorro, um gato, um canário belga. Encabulava quando raspava a louça, arranhava as rodas ao estacionar no meio-fio do prato. Meu pai falava sem parar dos negócios, dos vizinhos, do futebol e eu escutava com continência e louvor. Nunca me passou pelos ouvidos nenhuma pergunta inteligente para fazer, até porque as perguntas inteligentes surgem das bobagens e não corria riscos. Se as conversas tivessem sido gravadas na época, descobriria que não apareci na própria infância. Entrava com um "obrigado" e saía no "com licença". Não questionava os hábitos, preocupado em me ver livre o mais rápido possível daquela cena. Não sabia como viver para me sentir morto. Não sabia como morrer para me sentir vivo. Meus bolsos cheios de bolas de gude para acompanhar as mãos. Os bolsos do meu pai cheios de chaves para desafiar as mãos. Os bolsos de minha mãe cheios de pedras do terço para esquecer as mãos. A sobremesa era sagu ou arroz de leite, que comia com vagar e ódio, já que consistia na mesma merenda da escola. Passava o dia comendo sagu ou arroz de leite. A canela em cima do doce me arrepiava de careta, emburricava a respiração. Me censurava antes da censura, me proibia antes da negação, me cavava antes de ser enterrado. Pensativo como quem se penteia no espelho. Prestativo como quem tem culpa por crescer. Nas saídas em família, permanecia igualmente calado, omisso, aceitando que as pessoas secassem seus dedos no meu rosto em cada encontro. Quando recebia um elogio público de comportado, o pai sorria, a mãe sorria, e bem que tentava sorrir, mas os dentes eram de leite e logo cairiam. Nunca levantei a voz. Falava para dentro, com a cabeça inclinada de cavalo cansado. Tinha serenidade porque não encontrava outro sentimento para colocar em seu lugar. Não havia estômago para chegar ao fim da esperança. Não estava escuro para me defender com vela, muito menos claro para procurar sombras. Conhecia de cor o ato de contrição, apesar da dificuldade de inventar pecados. A humildade lembrava covardia, o que explica minha vontade insana de fazer calar esse tempo, o meu tempo de camisa fechada até o último botão.

Por Fabrício Carpinejar