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I Reis, 1RS, 13:23, Depois que ele tinha comido e bebido, o velho profeta pôs a sela no jumento para o homem de Deus a quem ele tinha feito voltar.

Por I Reis, Antigo Testamento

A CRIANÇA DIFERENTE Engraçado como colocamos os outros em nossa vida. Bela jamais sonhou em se apaixonar por uma Fera. O que levou a coitada da madrasta a ser doente? Doente e não louca. A madrasta mata, ou tenta, para ser a mais bela. Titanic num descuido afundou e muito matou A criança diferente fugia da escola por quê? A mãe e o pai algum dia para a criança diferente perguntou? Será que deram para ela o sentimento da preocupação? Ensinaram valores alem da sobrevivência diária? Mas como dar algo se eles talvez não tivessem para dar? A criança diferente não foi preparada para ser pai. Na explosão dos hormônios só pensou no prazer, Achou que fazer outra vida seria um passe de mágica. Talvez uma queda dentro da toca do coelho branco, Uma olhada para o futuro no espelho da bela madrasta, Uma fantasia onde iria vestir uma armadura de guerreiro, Guerreiro, anjo, ninja ou seria talvez uma fantasia de Chaves? Assim a criança diferente foi pai diferente num mundo diferente. Reconheci o amigo no poder do sorriso e dos encontrões da vida, Achei que a realidade da armadura era normal, Que o rótulo ali estampando era apenas um rótulo perdido, Que embaixo da poeira e da ferrugem havia ouro, Mas a criança que agora era um adulto diferente é assim... No destino eu o escolhi como amigo. Então, eu achei tudo certo. Coloquei-o embaixo de minhas asas com todos os meus amigos, Escolhi luzes brilhantes para iluminar o seu caminho, Orei para Jesus e para os Orixás para abrir os seus caminhos, Aceitei sua historia como sendo algo normal, Mostrei que um plebeu pode morar num castelo encantado E assim a criança diferente se tornou meu amigo, Fiz olhos de cegos e ouvidos de surdos. O rótulo social é algo pior que o preconceito, Mas o que é rotular e o que é preconceito? Assim são meus amigos, são perolas que perdidas eu achei. Para muitos eu ando com cobras, Mas acredito que a madrasta precisa de terapia e não de morte. André Zanarella 25-08-2012 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4360316

Por André Zanarella

Jó, JÓ, 39:16, Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus. Embora seja em vão o seu trabalho, ela está tranquila,

Por Jó, Antigo Testamento

Deuteronômio, DT, 28:26, Os seus cadáveres servirão de comida a todas as aves do céu e aos animais selvagens; e não haverá quem os espante.

Por Deuteronômio, Antigo Testamento

Salmos, SL, 145:8, Bondoso e compassivo é o Senhor, tardio em irar-se e grande em misericórdia.

Por Salmos, Antigo Testamento

Eu vi um ângulo obtuso Ficar inteligente E a boca da noite Palitar os dentes. Vi um braço de mar Coçando o sovaco E também dois tatus Jogando buraco. Eu vi um nó cego Andando de bengala E vi uma andorinha Arrumando a mala. Vi um pé de vento Calçar as botinas E o seu cavalo-motor Sacudir as crinas. Vi uma mosca entrando Em boca fechada E um beco sem saída Que não tinha entrada. É a pura verdade, A mais nem um til, E tudo aconteceu Num primeiro de abril.

Por José Paulo Paes

Nosso lema: "Mais humano que um humano".

Por Blade Runner: O Caçador de Androides

Os marinheiros invadiam as tabernas. Riam alto do alto dos navios. Rompiam a entrada dos lugares. As pessoas pescavam dentro de casa. Dormiam em plataformas finíssimas, como jangadas. A náusea e o frio arroxeavam-lhes os lábios. Não viam. Amavam depressa ao entardecer. Era o medo da morte. A cidade parecia de cristal. Movia-se com as marés. Era um espelho de outras cidades costeiras. Quando se aproximava, inundava os edifícios, as ruas. Acrescentava-se ao mundo. Naufragava-o. Os habitantes que a viam aproximar-se ficavam perplexos a olhá-la, a olhar-se. Morriam de vaidade e de falta de ar. Os que eram arrastados agarravam-se ao que restava do interior das casas. Sentiam-se culpados. Temiam o castigo. Tantas vezes desejaram soltar as cordas da cidade. Agora partiam com ela dentro de uma cidade líquida.

Por Filipa Leal

Levítico, LV, 27:7, De sessenta anos para cima, se for homem, a avaliação será de cento e oitenta gramas; se mulher, cento e vinte gramas.

Por Levítico, Antigo Testamento

Poesia-Orgasmo De silabas de letras de fonemas se faz a escrita. Não se faz um verso. Tem de correr no corpo dos poemas o sangue das artérias do universo. Cada palavra há-de ser um grito. Um murmurio um gemido uma erecção que transporte do humano ao infinito a dor o fogo a flor a vibração. A poesia é de mel ou de cicuta? Quando um poeta se interroga e escuta ouve ternura luta espanto ou espasmo? Ouve como quiser seja o que for fazer poemas é escrever amor a poesia o que tem de ser é orgasmo.

Por José Carlos Ary dos Santos