Veja outros textos inspiradores!

Eu acho fascinante que a maioria das pessoas planeje suas férias com mais cuidado do que planeje suas vidas. Talvez porque fugir seja mais fácil que mudar.

Por Jim Rohn

O melhor modo de venerar os santos é imitá-los.

Por Erasmo de Roterdã

⁠Vivo andando no mundo Na gaiola da saudade Igualmente um passarinho Voando solto nos ares Querendo água e comida Pra matar minha vontade Deixo minha terra chorando Pra morar em outra cidade

Por Jam da Silva

Neemias, NE, 11:33, em Hazor, em Ramá, em Gitaim,

Por Neemias, Antigo Testamento

Apocalipse, AP, 18:6, Retribuam-lhe como também ela retribuiu, paguem-lhe em dobro segundo as suas obras e, no cálice em que ela misturou bebidas, misturem dobrado para ela.

Por Apocalipse, Novo Testamento

Tudo teremos, se tivermos brio.

Por Henrique V

Arte é fazer algo de nada e depois vendê-lo.

Por Frank Zappa

Sapatos e acessórios são importantes para mim porque, com eles, todo mundo usa o manequim de uma modelo.

Por Karl Lagerfeld

Deixar um sussurro de mim mesma no mundo, meu fantasma, uma ópera magna de palavras.

Por Bernardine Evaristo

Sítio O morro está pegando fogo. O ar incômodo, grosso, faz do menor movimento um esforço, como andar sob outra atmosfera, entre panos úmidos, mudos, num caldo sujo de claras em neve. Os carros, no viaduto, engatam sua centopéia: olhos acesos, suor de diesel, ruído motor, desespero surdo. O sol devia estar se pondo, agora – mas como confirmar sua trajetória debaixo desta cúpula de pó, este céu invertido? Olhar o mar não traz nenhum consolo (se ele é um cachorro imenso, trêmulo, vomitando uma espuma de bile, e vem acabar de morrer na nossa porta). Uma penugem antagonista deitou nas folhas dos crisântemos e vai escurecendo, dia a dia, os olhos das margaridas, o coração das rosas. De madrugada, muda na caixa refrigerada, a carga de agulhas cai queimando tímpanos, pálpebras: O menino brincando na varanda. Dizem que ele não percebeu. De que outro modo poderia ainda ter virado o rosto: "Pai! acho que um bicho me mordeu!" assim que a bala varou sua cabeça?

Por Claudia Roquette-Pinto