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O africano foi o primeiro homem na Terra, as outras raças só chegaram mais tarde. Todos os homens são, portanto, imigrantes, exceto os africanos que estão em casa aqui em baixo.
Por Alain MabanckouJoão, JO, 6:68, Simão Pedro respondeu: - Senhor, para quem iremos? O senhor tem as palavras da vida eterna,
Por João, Novo TestamentoEscreve em Mim Senhor, aqui está minha vida, não como um documento já preparado à espera da Tua rubrica. Apenas uma folha de papel em branco a ser preenchida com a vontade Tua, com os planos Teus. Por favor, Senhor, pensa em minha insuficiência, considera minha dificuldade de compreender e escreve com tintas vivas, nítidas, de tal maneira que me seja impossível confundir ou duvidar. Quero sair agora, ainda hoje, se possível for, a mostrar ao mundo o que escreveste em mim, a provar aos homens que Tu és o Autor. Que a mais simples criança possa ler-te em mim e que o mais sábio dos homens possa reconhecer em cada gesto meu o traçado dos eternos dedos Teus. Diante desse mundo que se desintegra, desta sociedade que exige cada vez mais, quem sou eu para escrever primeiro e pedir depois a Tua aprovação? Estende a mão que gravou no Sinai a Santa Lei, que escreveu na areia uma mensagem até hoje desconhecida e, para o bem do mundo, para glória Tua, para paz de minha alma, escreve na folha em branco de papel que eu sou, a palavra que és Tu mesmo: AMOR!
Por Myrtes MathiasAs melhores ideias são as perigosas Se acomode ou se incomode A fé não vale de nada pra mente preguiçosa.
Por Filipe RetAqui jaz um coração que bateu na sua porta às 7 da manhã Querendo sua atenção, pedindo a esmola de um simples amanhã Faça uma criança, plante uma semente, escreva um livro e que ele ensine algo de bom A vida é mais que um mero poema, ela é real
Por Guilherme de SáESSA NEGRA FULÔ Ora, se deu que chegou (isso já faz muito tempo) no banguê dum meu avô uma negra bonitinha chamada negra Fulô. Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô! Ó Fulô! (Era a fala da Sinhá) — Vai forrar a minha cama, pentear os meus cabelos, vem ajudar a tirar a minha roupa, Fulô! Essa negra Fulô! Essa negrinha Fulô ficou logo pra mucama, para vigiar a Sinhá pra engomar pro Sinhô! Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô! Ó Fulô! (Era a fala da Sinhá) vem me ajudar, ó Fulô, vem abanar o meu corpo que eu estou suada, Fulô! vem coçar minha coceira, vem me catar cafuné, vem balançar minha rede, vem me contar uma história, que eu estou com sono, Fulô! Essa negra Fulô! “Era um dia uma princesa que vivia num castelo que possuía um vestido com os peixinhos do mar. Entrou na perna dum pato saiu na perna dum pinto o Rei-Sinhô me mandou que vos contasse mais cinco.” Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô? Ó Fulô? Vai botar para dormir esses meninos, Fulô! “Minha mãe me penteou minha madrasta me enterrou pelos figos da figueira que o Sabiá beliscou.” Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Fulô? Ó Fulô? (Era a fala da Sinhá chamando a Negra Fulô.) Cadê meu frasco de cheiro que teu Sinhô me mandou? — Ah! foi você que roubou! Ah! foi você que roubou! O Sinhô foi ver a negra levar couro do feitor. A negra tirou a roupa. O Sinhô disse: Fulô! (A vista se escureceu que nem a negra Fulô.) Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô? Ó Fulô? Cadê meu lenço de rendas cadê meu cinto, meu broche, cadê meu terço de ouro que teu Sinhô me mandou? Ah! foi você que roubou. Ah! foi você que roubou. Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! O Sinhô foi açoitar sozinho a negra Fulô. A negra tirou a saia e tirou o cabeção, de dentro dele pulou nuinha a negra Fulô Essa negra Fulô! Essa negra Fulô! Ó Fulô? Ó Fulô? Cadê, cadê teu Sinhô que nosso Senhor me mandou? Ah! foi você que roubou, foi você, negra Fulô? Essa negra Fulô!
Por Jorge de LimaEu acho que fui uma criança bastante crescida e tenho sido um adulto muito infantil.
Por Arundhati Roy