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Hebreus, HB, 8:5, Estes ministram em figura e sombra das coisas celestiais, assim como Moisés foi divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo. Pois Deus disse: ´Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que foi mostrado a você no monte.`
Por Hebreus, Novo TestamentoEclesiastes, EC, 8:3, Não tenha pressa em sair da presença dele, nem insista em fazer o que é mau, porque ele faz o que bem entende.
Por Eclesiastes, Antigo TestamentoLevítico, LV, 8:13, Também Moisés fez chegar os filhos de Arão, vestiu-lhes as túnicas, cingiu-os com o cinto e atou-lhes os turbantes, como o Senhor lhe havia ordenado.
Por Levítico, Antigo TestamentoDeuteronômio, DT, 10:9, Por isso Levi não tem parte nem herança com os seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como o Senhor, o Deus de vocês, lhe prometeu.
Por Deuteronômio, Antigo TestamentoWilliam Contraponto: A lucidez como heresia A poesia de William Contraponto não pede licença. Ela entra como pergunta. Permanece como desconforto. E sai deixando vestígios — não de esperança, mas de pensamento. Seu verso é seco, rente ao osso, herdeiro de um pacto com a lucidez. Ex-médium, hoje ateu, Contraponto não escreve a partir do ressentimento, mas da experiência desnudada. Viveu por dentro os rituais, sentiu o corpo ser tomado por forças que pareciam externas, mas depois reconheceu: o que parecia transcendência era desejo encenado, era necessidade de sentido em estado bruto. E foi esse rompimento — não com a fé, mas com a ilusão — que marcou sua travessia estética. Sua obra é radicalmente existencialista. Não no sentido acadêmico, mas vital. Contraponto não cita Sartre, Camus ou Beauvoir. Ele os atravessa. Sua escrita emerge da mesma angústia essencial: a de estar vivo num mundo sem garantias. Seu olhar recusa os confortos espirituais, os dogmas reciclados, as promessas vendidas como salvação. Em vez disso, oferece o que resta depois do desengano: umvazio honesto, um silêncio não manipulado, uma linguagem que pensa,. O estilo é contido, afiado, desprovido de ornamentos. Há ritmo, mas não há melodia fácil. Cada poema parece limado até o limite da palavra exata. Nada sobra. Nada falta. É uma poesia que respira o pensamento e sangra a dúvida. Mais próxima do ensaio do que da canção, mais próxima da meditação crua do que do lirismo adocicado. William Contraponto é também um poeta de consciência social. Sua descrença no sagrado caminha junto de sua recusa às estruturas que domesticam a liberdade — sejam elas religiosas, políticas ou econômicas. Mas sua crítica nunca desumaniza. Ao contrário: nasce de uma empatia crua com o humano como projeto inacabado. No lugar da fé, propõe o enfrentamento. No lugar da doutrina, a lucidez. No lugar da promessa, a palavra como faca — ou espelho. Ler William Contraponto é ser tirado do eixo. É lembrar que pensar também dói. E que há beleza, sim, no que não consola.
Por Neno MarquesOs monstros mais assustadores do mundo são os seres humanos e o que somos capazes de fazer, principalmente quando estamos juntos.
Por Jordan Peele