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As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio.

Por Franz Kafka

Gênesis, GN, 5:32, Noé tinha quinhentos anos de idade e gerou Sem, Cam e Jafé.

Por Gênesis, Antigo Testamento

⁠Você vai aprender a valorizar uma verdadeira amizade, somente quando uma única mão te estender no momento de sua maior dificuldade.

Por Carlos Rodrigues

Os tempos são ligeiros e nós pesados, porque nos sobram recordações. Quem se alimenta delas sofre e descuida as alegrias, mesmo que sejam rápidas e se escondam da nossa razão.

Por Agustina Bessa-Luís

Os homens falam sobre matar o tempo, enquanto o tempo serenamente os mata.

Por Dion Boucicalt

Palavras As palavras falham quando os olhares se encontram...por isso olhos sempre nos teus olhos com loucuras.

Por Dani Carvalho

II Crônicas, 2CR, 8:18, Por meio de seus servos, Hirão enviou navios e marinheiros conhecedores do mar. Eles foram com os servos de Salomão a Ofir e de lá trouxeram mais de quinze toneladas de ouro, que entregaram ao rei Salomão.

Por II Crônicas, Antigo Testamento

I Samuel, 1SM, 4:16, O homem disse a Eli: - Eu venho da frente de batalha. Eu fugi de lá hoje mesmo. Eli perguntou-lhe: - O que aconteceu, meu filho?

Por I Samuel, Antigo Testamento

Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você.

Por Gayle Forman

LÀ-BAS, JE NE SAIS OÙ... Véspera de viagem, campainha... Não me sobreavisem estridentemente! Quero gozar o repouso da gare da alma que tenho Antes de ver avançar para mim a chegada de ferro Do comboio definitivo, Antes de sentir a partida verdadeira nas goelas do estômago, Antes de pôr no estribo um pé Que nunca aprendeu a não ter emoção sempre que teve que partir. Quero, neste momento, fumando no apeadeiro de hoje, Estar ainda um bocado agarrado à velha vida. Vida inútil, que era melhor deixar, que é uma cela? Que importa? Todo o universo é uma cela, e o estar preso não tem que ver com o tamanho da cela. Sabe-me a náusea próxima o cigarro. O comboio já partiu da outra estação... Adeus, adeus, adeus, toda a gente que não veio despedir-se de mim, Minha família abstracta e impossível... Adeus dia de hoje, adeus apeadeiro de hoje, adeus vida, adeus vida! Ficar como um volume rotulado esquecido, Ao canto do resguardo de passageiros do outro lado da linha. Ser encontrado pelo guarda casual depois da partida — «E esta? Então não houve um tipo que deixou isto aqui?» — Ficar só a pensar em partir, Ficar e ter razão, Ficar e morrer menos... Vou para o futuro como para um exame difícil. Se o comboio nunca chegasse e Deus tivesse pena de mim? Já me vejo na estação até aqui simples metáfora. Sou uma pessoa perfeitamente apresentável. Vê-se — dizem — que tenho vivido no estrangeiro. Os meus modos são de homem educado, evidentemente. Pego na mala, rejeitando o moço, como a um vício vil. E a mão com que pego na mala treme-me e a ela. Partir! Nunca voltarei. Nunca voltarei porque nunca se volta. O lugar a que se volta é sempre outro, A gare a que se volta é outra. Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia. Partir! Meus Deus, partir! Tenho medo de partir!...

Por Álvaro de Campos