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Miquéias, MQ, 6:6, Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei diante do Deus excelso? Virei diante dele com holocaustos, com bezerros de um ano?
Por Miquéias, Antigo TestamentoAntes que elas cresçam Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal? Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração. Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros. Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela. Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas. Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto. No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.
Por Affonso Romano de Sant'AnnaJuízes, JZ, 10:13, Mas vocês me abandonaram e serviram outros deuses. Por isso não os livrarei mais.
Por Juízes, Antigo TestamentoÊxodo, EX, 14:4, Eu vou endurecer o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor. Eles assim o fizeram.
Por Êxodo, Antigo TestamentoII Coríntios, 2CO, 5:18, Ora, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,
Por II Coríntios, Novo TestamentoTarde aprendi bom mesmo é dar a alma como lavada. Não há razão para conservar este fiapo de noite velha. Que significa isso? Há uma fita que vai sendo cortada deixando uma sombra no papel. Discursos detonam. Não sou eu que estou ali de roupa escura sorrindo ou fingindo ouvir. No entanto também escrevi coisas assim, para pessoas que nem sei mais quem são, de uma doçura venenosa de tão funda.
Por Ana Cristina CesarDiário público de Aline Caira 25/05/2025 21: 43hs **Em Busca de Luz em Meio à Escuridão: Um Apelo de uma Mãe Viúva** A morte prematura de meu esposo, vítima de um câncer implacável no dia 2 de abril no Hospital São Joaquim, em Franca, lançou um véu de escuridão sobre nossas vidas. Desde então, eu e minha filha de apenas 11 anos, nos encontramos à deriva, enfrentando uma tempestade de hostilidade e dificuldades que parecem não ter fim. A solidão nos assola, o medo da subsistência nos consome. A cada dia, a incerteza paira sobre nós, aterrorizando-nos com a possibilidade de não termos o suficiente para sobreviver. Sentimo-nos jogadas à própria sorte, desamparadas em um mundo que se mostra cada vez mais cruel. A dor da perda se agrava ao ver a transformação em minha filha. A doçura, a serenidade e a calma que a caracterizavam foram substituídas por uma amargura precoce, fruto da maldade que a atingiu. Pessoas inescrupulosas, aproveitando-se de sua ingenuidade, semearam discórdia e veneno em sua mente, rompendo o elo sagrado que nos unia. A dor de ver minha filha se perder é quase insuportável, mas a fé em Deus me mantém firme. Ele me dá forças para lutar contra a maldade que tenta nos destruir e para reconstruir o laço de amor e confiança que foi abalado. Eu, Aline Caira, me agarro a Deus com todas as minhas forças e não permitirei, sob nenhuma circunstância, que minha filha se desvie do caminho que trilhei com tanto esforço durante seus 11 anos de vida. Lutarei com unhas e dentes para resgatar a doçura e a fraternidade que residem em seu coração, e para protegê-la das garras da maldade que a espreita. Este é um apelo desesperado de uma mãe que busca luz em meio à escuridão, que clama por justiça e por um futuro digno para sua filha. Que a compaixão e a solidariedade nos guiem em direção a um amanhã mais justo e esperançoso.
Por Aline CairaO amor do poeta é maior que o de nenhum homem; porque é imenso, como o ideal, que ele compreende, eterno, como o seu nome, que nunca perece.
Por Alexandre HerculanoNúmeros, NM, 5:12, - Fale aos filhos de Israel e diga-lhes: Se a mulher de alguém se desviar e lhe for infiel,
Por Números, Antigo TestamentoSonhei, confuso, e o sono foi disperso, Mas, quando despertei da confusão, Vi que esta vida aqui e este universo Não são mais claros do que os sonhos são Obscura luz paira onde estou converso A esta realidade da ilusão Se fecho os olhos, sou de novo imerso Naquelas sombras que há na escuridão. Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida, É a mesma mistura de entre-seres Ou na noite, ou ao dia transferida. Nada é real, nada em seus vãos moveres Pertence a uma forma definida, Rastro visto de coisa só ouvida.
Por Fernando Pessoa