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Salmos, SL, 116:7, Ó minha alma, volte ao seu sossego, pois o Senhor tem sido bom para você.

Por Salmos, Antigo Testamento

⁠Toda noite, eu tenho o mesmo sonho. E aí, o pesadelo começa.

Por Doutor Estranho no Multiverso da Loucura

Não há esperança sem medo, nem medo sem esperança.

Por Baruch Espinoza

Amós, AM, 2:4, Assim diz o Senhor: ´Por três transgressões de Judá, sim, por causa de quatro, não suspenderei o castigo. Porque rejeitaram a lei do Senhor e não guardaram os seus estatutos. Os falsos deuses os enganaram, deuses que os pais deles haviam seguido.

Por Amós, Antigo Testamento

Onde há devoção à música, Deus está sempre por perto com sua presença generosa.

Por Johann Sebastian Bach

Hebreus, HB, 9:18, Por isso, nem a primeira aliança foi estabelecida sem sangue.

Por Hebreus, Novo Testamento

⁠É que a vida me deu um rodo E eu guardei até comprar minha própria casa

Por Kant (rap)

Atos, AT, 13:38, Portanto, meus irmãos, saibam que é por meio de Jesus que a remissão dos pecados é anunciada a vocês;

Por Atos, Novo Testamento

Um sorriso falso guarda mais tristezas do que qualquer choro verdadeiro.

Por Jefferson Moraes

Na Noite Terrível Na noite terrível, substância natural de todas as noites, Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites, Relembro, velando em modorra incômoda, Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida. Relembro, e uma angústia Espalha-se por mim todo como um frio do corpo ou um medo. O irreparável do meu passado — esse é que é o cadáver! Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão. Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte. Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures, Na ilusão do espaço e do tempo, Na falsidade do decorrer. Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei; O que só agora vejo que deveria ter feito, O que só agora claramente vejo que deveria ter sido — Isso é que é morto para além de todos os Deuses, Isso — e foi afinal o melhor de mim — é que nem os Deuses fazem viver ... Se em certa altura Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita; Se em certo momento Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim; Se em certa conversa Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro — Se tudo isso tivesse sido assim, Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro Seria insensivelmente levado a ser outro também. Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido, Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo; Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse; Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas, Claras, inevitáveis, naturais, A conversa fechada concludentemente, A matéria toda resolvida... Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói. O que falhei deveras não tem sperança nenhuma Em sistema metafísico nenhum. Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei, Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar? Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver. Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos, Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca Como uma verdade de que não partilho, E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim. , in "Poemas" Heterónimo de Fernando Pessoa

Por Álvaro de Campos