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Preciso abrir meus olhos e ver - e estar ciente da vida como ela está acontecendo, e não como eu quero que ela seja.
Por Alex MichaelidesDisse-te que nasci um só E que morri vários? Ou nada te disse sobre O desdobrar-se de mim, Nesta teia de seres Que cada dia cresce, Sufocando o ser Original que fui? Que seres são esses Que se agregaram a mim, Imitando meus gestos E minha voz, qual Herdeiro de esquecidas Memórias? Disse-te Que hoje sou tantos Que nem mais reconheço Minha face envelhecida Meu signo particular? Quem sabe, nada te disse. Não sei falar sobre o que Desconheço. Mas posso sentir Que alguns de mim Estão morrendo. Outros Tantos de mim se Despregam dos contraditórios Labirintos de mim mesmo.
Por Antônio Rangel BandeiraI Reis, 1RS, 11:21, Quando Hadade soube no Egito que Davi tinha morrido e que Joabe, comandante do exército, estava morto, disse a Faraó: - Deixe-me voltar para a minha terra.
Por I Reis, Antigo TestamentoÊxodo, EX, 23:22, Mas, se vocês ouvirem atentamente o que ele disser e fizerem tudo o que eu ordeno, então serei inimigo dos que são inimigos de vocês e adversário dos que são adversários de vocês.
Por Êxodo, Antigo TestamentoEzequiel, EZ, 44:2, E o Senhor me disse: - Este portão permanecerá fechado; não deverá ser aberto. Ninguém entrará por ele, porque o Senhor, o Deus de Israel, entrou por ele. Por isso, permanecerá fechado.
Por Ezequiel, Antigo TestamentoQuinta-feira que vem estaremos de volta novamente. Eu aqui no meu velho e querido banco, e vocês aí em todo o Brasil, porque a praça é nossa!
Por Carlos Alberto de NóbregaSeus Olhos Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, De vivo luzir, Estrelas incertas, que as águas dormentes Do mar vão ferir; Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, Têm meiga expressão, Mais doce que a brisa, — mais doce que o nauta De noite cantando, — mais doce que a frauta Quebrando a solidão, Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, De vivo luzir, São meigos infantes, gentis, engraçados Brincando a sorrir. São meigos infantes, brincando, saltando Em jogo infantil, Inquietos, travessos; — causando tormento, Com beijos nos pagam a dor de um momento, Com modo gentil. Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, Assim é que são; Às vezes luzindo, serenos, tranquilos, Às vezes vulcão! Às vezes, oh! sim, derramam tão fraco, Tão frouxo brilhar, Que a mim me parece que o ar lhes falece, E os olhos tão meigos, que o pranto humedece Me fazem chorar. Assim lindo infante, que dorme tranquilo, Desperta a chorar; E mudo e sisudo, cismando mil coisas, Não pensa — a pensar. Nas almas tão puras da virgem, do infante, Às vezes do céu Cai doce harmonia duma Harpa celeste, Um vago desejo; e a mente se veste De pranto co'um véu. Quer sejam saudades, quer sejam desejos Da pátria melhor; Eu amo seus olhos que choram em causa Um pranto sem dor. Eu amo seus olhos tão negros, tão puros, De vivo fulgor; Seus olhos que exprimem tão doce harmonia, Que falam de amores com tanta poesia, Com tanto pudor. Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, Assim é que são; Eu amo esses olhos que falam de amores Com tanta paixão.
Por Gonçalves Dias