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Mas antes de te entregar meu coração, eu preciso saber da sua intenção. Se é só fogo de palha, qualquer boca apaga, se for por aí a gente para.

Por Henrique e Juliano

Talvez seguir o coração seja uma das coisas mais difíceis, pois, não há nada de concreto que sustente, nem teoria, muito menos teórico, que faça valer esta força existente em cada um de nós!

Por Flávia Barros

ENTRE AMIGOS Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos. Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

Por Martha Medeiros

Joel, JL, 2:8, Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo. Avançam entre as lanças e não se detêm no seu caminho.

Por Joel, Antigo Testamento

Na vida real, diferente dos livros de história, as histórias chegam até nós não em sua totalidade, mas em pedaços, segmentos quebrados e ecos parciais, uma frase completa aqui, um fragmento ali, uma pista escondida no meio. Na vida, ao contrário dos livros, temos que tecer nossas histórias com fios tão finos quanto as veias que correm pelas asas de uma borboleta.

Por Elif Shafak

E quando eu me perco em suas memórias Deixo o espelho contando histórias Sei que é difícil de esquecer essa dor E quando penso no que vivemos Fecho os olhos, me perco no tempo

Por Banda Malta

Atos, AT, 16:15, Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos fez este pedido: - Se julgam que eu sou fiel ao Senhor, venham ficar na minha casa. E nos constrangeu a isso.

Por Atos, Novo Testamento

As pessoas podem utilizar dois ou mais idiomas numa conversa para confundir os outros, expressar domínio ou submissão ou para se disfarçar.

Por David Yoon

Jeremias, JR, 40:5, Mas, visto que Jeremias demorava a se decidir, o capitão lhe disse: - Volte para junto de Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, a quem o rei da Babilônia nomeou governador das cidades de Judá, e more com ele no meio do povo. Ou, se quiser ir para qualquer outro lugar, vá. O chefe da guarda deu-lhe mantimentos e um presente e o deixou ir.

Por Jeremias, Antigo Testamento

Canção da Saudade Saudade, palavra doce, Que traduz tanto amargor! Saudade é como se fosse Espinho cheirando a flor. Saudade, ventura ausente, Um bem que longe se vê, Uma dor que o peito sente Sem saber como e porquê. Um desejo de estar perto, De quem está longe de nós; Um ai que não sei ao certo Se é um suspiro ou uma voz. Um sorriso de tristeza, Um soluço de alegria, O suplício da incerteza Que uma esperança alivia. Nessas três sílabas há de Caber toda uma canção: Bendita a dor da saudade Que faz bem ao coração. Um longe olhar que se lança Numa carta ou numa flor, Saudade – irmã da esperança, Saudade – filha do amor. Uma palavra tão breve, Mas tão longa de sentir E há tanta gente que a escreve Sem, a saber, traduzir. “Gosto amargo de infelizes” Foi como a chamou Garrett; Coração, calado, dizes Num suspiro o que ela é. A palavra é bem pequena, Mas diz tanto de uma vez; Por ela valeu a pena Inventar-se o português. Saudade – um suspiro, uma ânsia, Uma vontade de ver A quem nos vê à distância Com os olhos do bem querer. A saudade é calculada, Por algarismos também: “Distância” multiplicada Pelo fator “Querer bem”. A alma gela-se de tédio Enchem-se os olhos de ardor... Saudade – dor que é remédio, Remédio que aumenta a dor.

Por Bastos Tigre