Veja outros textos inspiradores!

Salmos, SL, 119:55, Lembro-me, Senhor, do teu nome, durante a noite, e observo a tua lei.

Por Salmos, Antigo Testamento

Quem é feliz não repara nas horas que passam.

Por Alexander Griboiedov

Não perca seu tempo falando mal de quem te odeia, deixa que quem tem ódio no coração já se queima sozinho!

Por Ramaiany Ramalho

Lamentações de Jeremias, LM, 5:18, Pelo monte Sião, que está abandonado, vagueiam os chacais.

Por Lamentações de Jeremias, Antigo Testamento

Aprendi que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular.

Por William Shakespeare

Se tens um amigo, vista-o com frequência, pois as ervas daninhas e os espinheiros invadem o caminho por onde ninguém passa...

Por Provérbio Árabe

Números, NM, 4:25, levarão as cortinas do tabernáculo, a tenda do encontro, sua cobertura, a cobertura de peles finas, que está sobre ele, o cortinado da porta da tenda do encontro,

Por Números, Antigo Testamento

No futuro todo mundo será famoso durante quinze minutos.

Por Andy Warhol

Eu nunca direi nunca! Lutarei para sempre! Vou deixar tudo certo. Sempre que você tentar me derrubar, eu não cairei, e se cair não ficarei no chão.

Por jeanrosana

Prosa Patética Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido. As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono. Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado. Aquela que fala do namorado com tanta ternura. Mesmo das brigas ando tendo inveja. Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, Sempre querendo, querendo. Me disseram que solidão é sina e é pra sempre. Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho. Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região. No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança Do hálito quente do outro. A voz, o viço. Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, Expulsar de mim essa Nossa Senhora ciumenta. Madona sedenta de versos. Mas tive medo. Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito. Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça. E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio. Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, Onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda. E mais do que nunca tive inveja. Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta Nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado. E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora. A mulher que engravida porque gosta de criança. Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, Ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, E ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos. Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo. Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio. Clarice diz que sua função é cuidar do mundo. E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, Não tenho bons modos nem berço. Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito. O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito? Eu, cuja única função é lavar palavra suja, Neste fim de século sem certezas? Eu quero que a solidão me esqueça.

Por Viviane Mosé