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LUA Ele me deitou nua em cima do calçamento e eu sabia que era loucura que era coisa de momento pensei até que era a lua danada no quarto crescente ou era fúria de maré crescendo dentro da gente e eu me sentia suada e eu me sentia escura mas não tinha medo de nada que toda paixão da coragem e me deitei na calçada com orgulho e vadiagem e quanto mais me sujava mas me sentia à vontade mais eu queria e deixava mais eu pedia e mais dava e ria, gemia e brincava de ter tanta liberdade ele me deitou na rua numa qualquer de passagem e eu sabia que era loucura que era coisa de um momento de grande camaradagem.
Por Bruna LombardiAtos, AT, 1:11, e lhes disseram: - Homens da Galileia, por que vocês estão olhando para as alturas? Esse Jesus que foi levado do meio de vocês para o céu virá do modo como vocês o viram subir.
Por Atos, Novo TestamentoPara além das manifestações reais de homogeneização social, a publicidade trabalha, paralelamente à promoção dos objetos e da informação, na acentuação do princípio da individualidade. No instantâneo e no visível, produz massificação; no tempo mais longo, e de maneira invisível, despadronização, autonomia subjetiva.
Por Gilles LipovetskyBoa Noite Boa noite, Maria! Eu vou,me embora. A lua nas janelas bate em cheio. Boa noite, Maria! É tarde... é tarde. . Não me apertes assim contra teu seio. Boa noite! ... E tu dizes - Boa noite. Mas não digas assim por entre beijos... Mas não mo digas descobrindo o peito, — Mar de amor onde vagam meus desejos! Julieta do céu! Ouve... a calhandra já rumoreja o canto da matina. Tu dizes que eu menti? ... pois foi mentira... Quem cantou foi teu hálito, divina! Se a estrela-d'alva os derradeiros raios Derrama nos jardins do Capuleto, Eu direi, me esquecendo d'alvorada: "É noite ainda em teu cabelo preto..." É noite ainda! Brilha na cambraia — Desmanchado o roupão, a espádua nua O globo de teu peito entre os arminhos Como entre as névoas se balouça a lua. . . É noite, pois! Durmamos, Julieta! Recende a alcova ao trescalar das flores. Fechemos sobre nós estas cortinas... — São as asas do arcanjo dos amores. A frouxa luz da alabastrina lâmpada Lambe voluptuosa os teus contornos... Oh! Deixa-me aquecer teus pés divinos Ao doudo afago de meus lábios mornos. Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos Treme tua alma, como a lira ao vento, Das teclas de teu seio que harmonias, Que escalas de suspiros, bebo atento! Ai! Canta a cavatina do delírio, Ri, suspira, soluça, anseia e chora. . . Marion! Marion!... É noite ainda. Que importa os raios de uma nova aurora?!... Como um negro e sombrio firmamento, Sobre mim desenrola teu cabelo... E deixa-me dormir balbuciando: — Boa noite! — formosa Consuelo.
Por Castro AlvesEstritamente falando, não há feriados para a arte; a arte te persegue em qualquer lugar, e o artista não tem problema com isso.
Por Elfriede JelinekSalmos, SL, 2:2, Os reis da terra se levantam, e as autoridades conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo:
Por Salmos, Antigo TestamentoUm dos meus principais arrependimentos na vida é ter pensado consideravelmente em pessoas sem consideração.
Por Jarod Kintz