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Em criança tirei um pássaro de dentro de uma pequena gaiola. O pássaro não voou. Ficou ali andando aos círculos, aos círculos, aterrorizado com a largueza do mundo e a responsabilidade enorme de ter de sobreviver por si. Quando me libertaram eu senti-me assim. Vagueava pelas ruas sem rumo certo.
Por José Eduardo AgualusaCada porta aberta leva a muitas outras, portanto, quanto mais aprendemos, mais afastados estamos da verdade. Por isso, minha filosofia é simples: dirija rápido, mantenha-se bêbado e nunca dispense uma boa briga.
Por Eduardo SpohrI Crônicas, 1CR, 25:26, A décima nona, para Maloti, seus filhos e seus irmãos, doze ao todo.
Por I Crônicas, Antigo TestamentoO padrão de mulher com o corpo perfeito... Quem disse que a mulher tem que obedecer a um padrão de estética do seu corpo... Estipulado por mídia ou terceiros, que querem que a sociedade tenha um padrão de corpo perfeito, mas na verdade o que esses egoístas querem e a tal falsa perfeição da mulher ,querem que elas obedeçam a um padrão sugerido por esses que a definem para a sociedade uma mulher perfeita. Magra, sarada, magrela, gordinha ou popozudas... A mulher é linda mesmo com suas imperfeições. Deus não estava muito criativo ao criar o Homem, mas Deus foi perfeito ao criar a mulher que são tão lidas mesmo com suas imperfeições.
Por Renato siqueira de souzaEis o homem sentado à mesa Diante da folha branca. Um longo, longo caminho, Da vida para a palavra. Decantação, purificação Para chegar ao pássaro. O homem que está à mesa Atravessou muitos desertos Virou do avesso a certeza Naufragou nos mares do sul. Entre ditongo e ditongo Para chegar ao pássaro Tu próprio terás de ser Cada vez mais substantivo. Irás de sílaba em sílaba Ferido por sete espadas Diante da folha branca Serás fome e serás sede Como o homem que está à mesa, O homem tão despojado Que a si mesmo se transforma No pássaro que busca a forma. Este é tempo do homem perdido na multidão Como ser desintegrado Na folha branca da cidade. Tempo do homem sentado À mesa da solidão. Há palavras como asas, outras mais como raízes O pássaro voa por dentro Do homem sentado à mesa. Vai de fonema em fonema Sobre as cordas dos sentidos. Se vires o homem que passa Como se fosse no ar Já sabes: é o homem que está Diante da folha branca. Às vezes levanta vôo Para outro espaço, outro azul E deixa dentro das sílabas Um rastro como de sul. Quando recordas, Quando a tristeza toca demais as cordas do coração Quando um ritmo começa Dentro das palavras, Um sapateado inconfundível (Malagueña, malagueña!) E a folha branca é uma Espanha Para cantar, para dançar Para morrer entre sol e sombra Às cinco em sangue... Então verás chegar O homem sentado à mesa Às cinco en sombra de la tarde Malagueña, Malagueña! Diante da folha branca Como por terras de Espanha. Nos descampados deste tempo Nos aeroportos auto-estradas Nos anúncios sob as pontes Talvez no marco geodésico No fumo do lixo ardendo No cheiro do alcatrão Nos dejectos de lata e plástico Nos jornais amarrotados Nas barracas sobre a encosta Na estrutura de betão Sobre o gasóleo e a tristeza Sobre a grande poluição Onde nem folha ou erva cresce Seco, duro, estéril tempo Diante da folha branca Da solidão suburbana Onde a multidão se perde Entre tristeza e tristeza Às vezes um coração: Talvez um pássaro verde Ou talvez só a canção Do homem sentado à mesa O homem que está à mesa Tem qualquer coisa que escapa Qualquer coisa que o faz ser Ausente quando presente Às vezes como de mar Às vezes como de sul Um certo modo de olhar Como atravessando as coisas Um certo jeito de quem Está sempre para partir. O homem sentado à mesa Não está sentado: caminha Navega por sobre os mares Ou por dentro de si mesmo. Vem de longe para longe Do passado para agora De agora para amanhã Está no avesso da hora! Solta o pássaro, não pára, Tem outro espaço, outro azul Às vezes como de mar Às vezes como de azul E não se tem a certeza se está do lado de cá Ou se está do outro lado, deste lado onde não está. Mesmo se sentado à mesa Não é possível detê-lo O homem que tem um pássaro É sempre um homem que passa. Tem qualquer coisa que nem se sabe O quê nem de quem É talvez um mais além Algo que sobe e que voa Entre o Aqui e o Ali Algo que não se perdoa Ao homem quando ele tem Um pássaro dentro de si... Há um tocador a tocar As harpas de cada sílaba Diante da folha branca Tudo é guitarra e surpresa. Escutai o pássaro e o canto Do homem sentado à mesa!
Por Manuel AlegreJó, JÓ, 7:5, O meu corpo está vestido de vermes e de crostas terrosas; a minha pele racha e de novo forma pus.
Por Jó, Antigo TestamentoEu reivindico você como minha companheira de vida. Eu pertenço a você. Ofereço minha vida por você. Dou-lhe minha proteção, minha lealdade, meu coração, minha alma e meu corpo. Eu tomo em minha guarda o mesmo que é seu. Sua vida, sua felicidade e seu bem-estar serão valorizados e irão se sobrepor aos meus para sempre. Você é minha companheira de vida, ligada a mim por toda a eternidade e sempre sob meus cuidados.
Por Christine FeehanNúmeros, NM, 33:36, Partiram de Eziom-Geber e acamparam no deserto de Zim, que é Cades.
Por Números, Antigo TestamentoJoão, JO, 11:18, Ora, Betânia ficava a mais ou menos três quilômetros de Jerusalém.
Por João, Novo Testamento