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Meus pais deviam querer uma menina sentadinha na igreja vestindo roupas florais e com um sorriso doce. Ganharam coturnos e uma boca fechada Até se provar afiada como um machete.
Por Elizabeth AcevedoAs palavras de ódio é o ópio de mentes desajustadas e solitárias...
Por Poeta Pernambucano Fernando MatosSentimento das Plantas "Você planta uma pequena muda, cuida da sua rega, da poda, até troca ideias com ela quando a está tratando. Troca ela de lugar quando percebe que ela não gosta de onde está, E a observa para ver se está satisfeita. Um belo dia, você percebe botões nascendo e em seguida flores desabrochando. Isso pra mim se chama: GRATIDÃO! É a maneira que ela encontra de agradecer pelo carinho e pelo cuidado. Quem disse que plantas não tem sentimento? Quem assim pensou estava muito enganado."
Por Célia Cristina PradoO mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.
Por Albert EinsteinÉ, eu não sei se isso é bom ou mal Alguém me explica o que nesse mundo é real O tiroteio na escola, a camisa no varal O vilão que tá na história ou aquele do jornal Diz por que descobertas são letais? Os monstros se tornaram literais Eu brincava de polícia e ladrão um tempo atrás Hoje ninguém mais brinca Ficou realista demais
Por Cesar MCGênesis, GN, 23:18, passaram a ser propriedade de Abraão, na presença dos filhos de Hete, a saber, de todos os que entravam pelo portão da cidade.
Por Gênesis, Antigo TestamentoSítio O morro está pegando fogo. O ar incômodo, grosso, faz do menor movimento um esforço, como andar sob outra atmosfera, entre panos úmidos, mudos, num caldo sujo de claras em neve. Os carros, no viaduto, engatam sua centopéia: olhos acesos, suor de diesel, ruído motor, desespero surdo. O sol devia estar se pondo, agora – mas como confirmar sua trajetória debaixo desta cúpula de pó, este céu invertido? Olhar o mar não traz nenhum consolo (se ele é um cachorro imenso, trêmulo, vomitando uma espuma de bile, e vem acabar de morrer na nossa porta). Uma penugem antagonista deitou nas folhas dos crisântemos e vai escurecendo, dia a dia, os olhos das margaridas, o coração das rosas. De madrugada, muda na caixa refrigerada, a carga de agulhas cai queimando tímpanos, pálpebras: O menino brincando na varanda. Dizem que ele não percebeu. De que outro modo poderia ainda ter virado o rosto: "Pai! acho que um bicho me mordeu!" assim que a bala varou sua cabeça?
Por Claudia Roquette-PintoAs opiniões falsas parecem-se com as moedas falsas que são, primeiro, fabricadas por criminosos e, depois, gastas por pessoas honestas que perpetuam o crime sem saber o que fazem.
Por Joseph Maistre