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críticas de homens.

Por Arnaldo Jabor

O gênio sem paixão é o asceta da poesia, não é o poeta.

Por Joaquim Nabuco

Eis o homem sentado à mesa Diante da folha branca. Um longo, longo caminho, Da vida para a palavra. Decantação, purificação Para chegar ao pássaro. O homem que está à mesa Atravessou muitos desertos Virou do avesso a certeza Naufragou nos mares do sul. Entre ditongo e ditongo Para chegar ao pássaro Tu próprio terás de ser Cada vez mais substantivo. Irás de sílaba em sílaba Ferido por sete espadas Diante da folha branca Serás fome e serás sede Como o homem que está à mesa, O homem tão despojado Que a si mesmo se transforma No pássaro que busca a forma. Este é tempo do homem perdido na multidão Como ser desintegrado Na folha branca da cidade. Tempo do homem sentado À mesa da solidão. Há palavras como asas, outras mais como raízes O pássaro voa por dentro Do homem sentado à mesa. Vai de fonema em fonema Sobre as cordas dos sentidos. Se vires o homem que passa Como se fosse no ar Já sabes: é o homem que está Diante da folha branca. Às vezes levanta vôo Para outro espaço, outro azul E deixa dentro das sílabas Um rastro como de sul. Quando recordas, Quando a tristeza toca demais as cordas do coração Quando um ritmo começa Dentro das palavras, Um sapateado inconfundível (Malagueña, malagueña!) E a folha branca é uma Espanha Para cantar, para dançar Para morrer entre sol e sombra Às cinco em sangue... Então verás chegar O homem sentado à mesa Às cinco en sombra de la tarde Malagueña, Malagueña! Diante da folha branca Como por terras de Espanha. Nos descampados deste tempo Nos aeroportos auto-estradas Nos anúncios sob as pontes Talvez no marco geodésico No fumo do lixo ardendo No cheiro do alcatrão Nos dejectos de lata e plástico Nos jornais amarrotados Nas barracas sobre a encosta Na estrutura de betão Sobre o gasóleo e a tristeza Sobre a grande poluição Onde nem folha ou erva cresce Seco, duro, estéril tempo Diante da folha branca Da solidão suburbana Onde a multidão se perde Entre tristeza e tristeza Às vezes um coração: Talvez um pássaro verde Ou talvez só a canção Do homem sentado à mesa O homem que está à mesa Tem qualquer coisa que escapa Qualquer coisa que o faz ser Ausente quando presente Às vezes como de mar Às vezes como de sul Um certo modo de olhar Como atravessando as coisas Um certo jeito de quem Está sempre para partir. O homem sentado à mesa Não está sentado: caminha Navega por sobre os mares Ou por dentro de si mesmo. Vem de longe para longe Do passado para agora De agora para amanhã Está no avesso da hora! Solta o pássaro, não pára, Tem outro espaço, outro azul Às vezes como de mar Às vezes como de azul E não se tem a certeza se está do lado de cá Ou se está do outro lado, deste lado onde não está. Mesmo se sentado à mesa Não é possível detê-lo O homem que tem um pássaro É sempre um homem que passa. Tem qualquer coisa que nem se sabe O quê nem de quem É talvez um mais além Algo que sobe e que voa Entre o Aqui e o Ali Algo que não se perdoa Ao homem quando ele tem Um pássaro dentro de si... Há um tocador a tocar As harpas de cada sílaba Diante da folha branca Tudo é guitarra e surpresa. Escutai o pássaro e o canto Do homem sentado à mesa!

Por Manuel Alegre

Marcos, MC, 14:12, E, no primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, os discípulos de Jesus lhe perguntaram: - Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?

Por Marcos, Novo Testamento

Atos, AT, 8:14, Quando os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ouviram que o povo de Samaria tinha recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João.

Por Atos, Novo Testamento

O líder visionário respeita a ancestralidade, navega na modernidade e viaja na inovação.

Por Marcos Françóia

Desistir não é nobre. E arduamente, não desistimos.

Por Caio Fernando Abreu

Alguns erros são cometidos Está tudo bem, tudo ok Você pode achar que está apaixonado Quando está apenas com dor

Por Ashe (cantora)

⁠O Natal é a época em que todo mundo acha que está indo mal, não importa o que faça. Nenhuma felicidade basta, nenhuma riqueza basta, nada basta.

Por Bagagem de Risco (filme)

Gente bonita é foto Gente boa é lembrança É gosto, é cheiro, é toque Tempero, pedaço de infância O resto é rosto, é risco Dúvida que nos alcança É a brisa que vira o barco Afundando com a maré mansa

Por Fióti