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Não consigo dormir e, entre os minutos, através dos segundos que não chego a precisar, se intromete uma inquietude absurda mas que se impõe como decisiva...
Por Diamela EltitOs tombos que na arena levei, o touro que já me derrubou Mas nenhum doeu mais que o dia em que você me deixou Peão famoso agora eu sou e ganho muitos troféus Mas nenhum deles tem o valor de ver você me implorando amor
Por Juliano CezarEzequiel, EZ, 4:6, Quando você tiver cumprido esses dias, deite-se sobre o seu lado direito, e você levará sobre si a maldade da casa de Judá durante quarenta dias: um dia para cada ano.
Por Ezequiel, Antigo TestamentoOs sinais de Deus Isabelita me conta a seguinte lenda: Um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor, todas as noites, que o rico chefe de grande caravana resolveu chamá-lo: - “Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler”? - “Sei ler, sim senhor. Leio tudo que o Grande Pai Celeste escreve”. - “Como assim?” O servo humilde explicou-se: - “Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu”? - “Pela letra”. - “Quando o senhor recebe uma jóia, como sabe quem a fez?” - “Pela marca do ourives”. - “Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe se foi um carneiro, um cavalo um boi”? - “Pelos rastros” - respondeu o chefe, surpreendido com aquele questionário. O velho crente convidou-o para fora da barraca e mostrou-lhe o céu. - “Senhor, aquelas coisas escritas lá em cima, este deserto aqui embaixo, nada disso pode ter sido desenhado ou escrito pelas mãos dos homens”.
Por Paulo CoelhoI Timóteo, 1TM, 1:10, para os que praticam a imoralidade, para os que se entregam a práticas homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos, para os que fazem juramento falso e para tudo o que se opõe à sã doutrina,
Por I Timóteo, Novo TestamentoEsta é a vantagem / dos solteiros de má fama como nós: / aquilo que os outros devem dividir todos os dias, / sob escassez e preocupação, com a mulher e os filhos, / nós podemos desfrutar em abundância com um amigo / no momento oportuno.
Por Heinrich KleistA impontualidade do amor Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Por Martha Medeiros